quarta-feira, 4 de junho de 2008

Dica: site do IBGE


Belo site que vale acessar:

SITE DO IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (um Show a parte)

Para acessar CLIQUE AQUI

Vale colocá-lo entre os favoritos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ativistas nuas

Sem roupas, ativistas protestam contra uso de pele na Austrália

Manifestação ocorreu em um parque, no centro de Sydney.
Eles seguravam cartazes que diziam 'melhor não usar nada do que usar pele de animais'.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Índios isolados correm perigo



ENTREVISTA COM JOSÉ CARLOS MEIRELLES

Há 37 anos na Funai, sertanista reclama da estrutura do órgão e da falta de recursos

Decisões sobre Amazônia são tomadas no "Sul maravilha"
LUCAS FERRAZ - Folha de São Paulo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Sertanista José Carlos Meirelles, 60, alerta que índios isolados, como os que vivem no Acre e vieram ao conhecimento público em fotos divulgadas na semana passada, correm sério risco. "Eles podem não desaparecer fisicamente, mas vão desaparecer culturalmente se a situação continuar como está." Para Meirelles, são os próprios índios isolados que não querem contato, seja com homens brancos ou índios aculturados.
O sertanista, que trabalha na Funai (Fundação Nacional do Índio) desde 1971, reclama da falta de estrutura do órgão e dos parcos recursos disponíveis: "Plantamos tudo que comemos, porque, se for comprar, o dinheiro não dá. O que gastamos por ano é uma merreca, além de que os índios não são eleitores."
Queixa-se ainda do fato de as grandes decisões sobre a Amazônia serem chanceladas, segundo ele, "no Sul maravilha, sem consultar o povo daqui [da floresta]".

Paulistano, Meirelles largou a engenharia para trabalhar na Funai. Membro do Departamento de Índios Isolados do órgão desde a sua criação, em 1988, e coordenador da Frente de Proteção Etno-Ambiental do rio Envira, no Acre, o sertanista falou à Folha na última sexta-feira à noite, por telefone, da cidade de Feijó (AC). Contou rindo como levou uma flechada no rosto, mas mudou a voz e se esquivou de comentar sobre um dos traumas de sua vida, quando, para sobreviver, precisou matar um índio.

FOLHA - É possível haver grupos indígenas autônomos que nunca tiveram contato com a sociedade?
JOSÉ CARLOS MEIRELLES - Não existe nenhum grupo indígena que não tenha tido contato. Esses índios sabem da existência dos homens brancos, eles já viram e usam instrumentos de ferro encontrados em acampamentos de madeireiros. Eles não querem é contato, mas claro que sabem da nossa existência.

FOLHA - Os índios isolados correm risco de desaparecer?
MEIRELLES - Eles correm sério risco. Podem não desaparecer fisicamente, mas vão desaparecer culturalmente se a situação continuar como está. Sabemos de alguns índios isolados que sofrem pressão, mas não temos como acolher todas as demandas. Temos pouca gente e pouco dinheiro. Não são só os índios [que estão ameaçados], mas todo o povo da Amazônia, inclusive os brancos. Tudo é decidido no Sul maravilha, em Brasília, sem consultar o povo daqui. O pacote chega pronto, acham que somos um bando de idiotas e fazem um monte de trapalhadas. Tem que se desenvolver a Amazônia, mas com racionalidade. E os índios isolados são os mais fracos, porque dependem literalmente do ambiente onde vivem.

FOLHA - Como é a relação desses índios isolados com os aculturados?
MEIRELLES - Eles também não têm contato, alguns grupos são até inimigos. Quando se encontram, eles se matam.

FOLHA - Há conflitos entre eles?
MEIRELLES - Sim, aqui no Acre houve uma guerrinha entre índios isolados e não isolados. Esses povos eram inimigos tradicionais. O problema é que os índios não isolados repetem o discurso dos brancos: índio bravo não é gente, é bicho. Os aculturados, na maioria das vezes, têm mais preconceito em relação aos isolados do que nós.

FOLHA - A Funai quer um controle epidemiológico no entorno das áreas onde vivem os povos autônomos, já que eles têm baixa imunidade. Como está a saúde deles?
MEIRELLES - Por enquanto vai bem. Monitoramos o território, mas eles andam muito. Se pegam um facão dos brancos com o vírus da gripe, e esse vírus vai para a aldeia, faz um arraso. Vai morrer muita gente. A idéia é boa, uma das maneiras de se resguardar esses povos é proteger a saúde do entorno. Estará sendo evitada a contaminação pelos índios de uma doença que tem características que eles nem conhecem, como gripe e sarampo, coisas que eles ainda não têm.

FOLHA - Há uma situação de violência contra os índios no lado peruano, principalmente por parte de madeireiros. Como está no Acre?
MEIRELLES - Aqui os madeireiros ainda não chegaram. Ainda. Do outro lado a coisa pega. Quase 90% do mogno exportado para o mundo sai da região, há milhares de madeireiras, legais e ilegais. Estão matando índio adoidado. Quem mora do lado de lá corre para cá, porque se ficar vai morrer. Ou corre ou morre, essa é a política indigenista deles.

FOLHA - Mas aqui também há muitos problemas.
MEIRELLES - Há problema por todos os lados. No norte de Mato Grosso há confusão por causa da madeira, da soja. Em Roraima é a questão da Raposa/ Serra do Sol. Aliás, a temporada de caça à raposa está aberta. Tivemos a idéia de colocar esses índios na mídia [com a divulgação das fotos] porque há muita gente que acha que eles não existem. E também porque, pelo que está acontecendo na Amazônia, é só uma questão de tempo para essa desgraceira chegar aqui. Só falta chegarem os madeireiros de Rondônia e acabarem de desgraçar com o resto. Se não houver essa campanha na mídia, a Amazônia que eu conheci vai acabar.

FOLHA - Os sobrevôos para monitorar os índios não são freqüentes, como o sr. disse. Falta estrutura para trabalhar?
MEIRELLES - Gostaria que [os sobrevôos] ocorressem duas vezes por ano, mas falta dinheiro, é muito caro. O Estado brasileiro repassa pouco dinheiro para a Funai, e recebemos ainda menos para os índios isolados. Trabalhamos com poucos recursos, plantamos tudo que comemos, porque, se for comprar, o dinheiro não dá.
O que gastamos por ano é uma merreca, além de que os índios não são eleitores. Precisamos de uma estrutura melhor, mais pessoas trabalhando. Moramos na base, passamos o ano lá, de vez em quando vamos para a cidade [de Feijó]. Só tem um rádio velho, não tem internet, não tem telefone. Acontece alguma coisa, morremos por lá mesmo. A Funai não treinou gente nova nesses anos todos, esses caras que mexem com índios isolados estão todos como eu, uma sucata velha, com 60 anos. Estou treinando meus filhos porque eles nasceram no mato, já estão aqui.
Depois ainda vão dizer que sou um déspota. A Funai não é como o Ministério de Minas e Energia, que faz barragens, descobre mina e dá lucro.

FOLHA - Como surgiu o interesse do sr. pelos índios?
MEIRELLES - Sempre gostei de mato, de natureza. Fazia engenharia mecânica quando levei acidentalmente um tiro de um irmão em uma caçada. No hospital descobri que não era nada daquilo que eu queria para a minha vida. Escapei da engenharia, do tiro e fiz o concurso para a Funai, em 1970, no tempo da ditadura brava. Saí da selva daí e vim aprender na daqui com os índios.

FOLHA - Pensa em sair da floresta?
MEIRELLES - Ainda tenho lenha para queimar, o problema é que na minha profissão dependemos muito do físico. Já estou com 60 anos, o físico já está começando a reclamar, dores nas costas... Vai chegar uma hora em que terei que parar. Daqui a mais três anos talvez esteja na hora, quem sabe mudar de lugar e escrever minhas memórias, sei lá.

FOLHA - O sr. foi flechado certa vez. O que aconteceu?
MEIRELLES - Quando fui flechado, não existia a base de proteção [aos índios]. As pessoas subiam o rio para pescar, retirar madeira, só que mataram alguns índios. Eles acham que nós, brancos, somos como eles, poucos. Logo após a morte desses índios, saí de casa em um domingo, para pescar, e levei uma flechada na cara. Devem ter pensando que eu matei algum índio irmão. Os índios isolados nos vêem como invasor. Quando alguém faz algo contra eles, viramos saco de pancada, pois moramos mais perto.

FOLHA - Houve um episódio em que o sr. matou um índio...
MEIRELLES - Essa é uma história de que não gosto de falar. Foi um acidente de percurso.

FOLHA - O que aconteceu, os índios cercaram o sr. e sua família?
MEIRELLES - Foram outros índios [não os isolados] e em outra situação. Ainda não trabalhava com índios isolados. Quase fui morto, se não tivesse feito isso não estaria agora conversando com você. Foi uma questão de auto-defesa, mas é uma história antiga e que ainda me incomoda muito.


domingo, 1 de junho de 2008

PLataforma ambiental

Viva a Mata 2008: de 30 de maio a 1º de junho no Parque Ibirapuera, em São Paulo

Uma bela iniciativa para acompanharmos a classe política em seus mandatos. Vamos ficar atentos! Só exercendo a democracia em sua plenitude poderemos exigir atitudes corretas dos prefeitos e vereadores Brasil afora.

ONG prepara estratégia ambiental para candidatos em eleições municipais
da Folha Online

A Fundação SOS Mata Atlântica está preparando um documento que trará sugestões de ações na área ambiental que candidatos a prefeito ou vereador poderão desenvolver durante seu mandato caso sejam eleitos. A versão final do documento deve ser lançada em julho.

A idéia, segundo explica a ONG, é que a Plataforma Ambiental aos Municípios sirva como base para que a população cobre dos representantes locais maior compromisso com o meio ambiente. As propostas foram desenvolvidas em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados.

"Até a eleição passada, a SOS apresentava uma proposta ao candidato e, por mais que ele achasse legal, dizia ser importante salvar o planeta, ele dizia que ia fazer e não fazia nada. Desta vez faremos diferente, o eleitor poderá cobrar que seu candidato cumpra", afirma Mario Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica.

Ele explica que o site da organização terá um espaço para que o eleitor registre o compromisso de seu candidato ao lado de cada proposta. "O ideal é que o candidato não seja ambientalista, mas que tenha aspectos ambientais em seu mandato", diz Mantovani.

São Paulo

A Fundação também desenvolveu uma plataforma específica para a cidade de São Paulo. Para isso, contou com a ajuda de voluntários que desenvolveram um conjunto de idéias de acordo com alguns temas, como o rio Tietê, poluição do ar e trânsito.

O projeto Plataforma Ambiental será apresentado no evento Viva a Mata, que a ONG organiza a partir de sexta-feira (30) no parque Ibirapuera, em São Paulo. Para Mantovani, será uma boa oportunidade para que pré-candidatos possam conhecer o projeto e analisar que tipo de proposta pode ser aplicável em seu município.

A base do documento deve ser colocada no site da SOS Mata Atlântica já a partir da semana próxima semana.

sábado, 31 de maio de 2008

Caraguatatuba pode virar ilha

Vista panorâmica da cidade de Caraguatatuba, litoral de São Paulo.

Meus primeiros e inesquecíveis contatos com o mar e toda a magia do litoral foi em Caraguatatuba, Ubatuba e Bertioga.
Agora há a posibilidade real dessas áreas que conheci se transformarem de maneira radical por consequência do aquecimento global e da irresponsabilidade humana.
A informação foi divulgada no VIVA A MATA 2008, evento realizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, onde a RPPN Rio das Lontras participa no estande temático das RPPNs.

Com avanço do mar, Caraguá será ilha em 2100, diz estudo

MARIANA BARROS
da Folha de S.Paulo

O município de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, pode se resumir a uma ilha em 2100. O prognóstico foi apresentado durante o Viva a Mata, evento da ONG SOS Mata Atlântica que começou ontem e vai até domingo, no parque Ibirapuera (zona sul).

Pesquisadores simularam em mapas possíveis elevações do nível dos oceanos nos próximos séculos, provocadas por mudanças climáticas como o aquecimento global.

"Previsões mais conservadoras indicam uma elevação do nível do oceano de 66 cm em 2100; outras, mais apocalípticas, prevêem um aumento de até seis metros", afirma Eduardo Reis Rosa, da empresa de geoprocessamento ArcPlan, um dos autores do estudo.

Se a simulação de seis metros parece alarmista demais, é preciso considerar que a de 66 cm é a mínima elevação prevista.

Planícies

A simulação foi feita nos municípios de Caraguatatuba, em São Paulo, e Niterói, no Rio de Janeiro, por serem áreas de planície litorânea. Também está em andamento um estudo semelhante sobre Iguape.

Em Caraguatatuba, cerca de 60% da área de praia ficará submersa se o oceano subir apenas 66 cm. Caso a elevação chegue a seis metros, mais de 16 quilômetros quadrados de área urbana e 0,2 quilômetros quadrados de mata atlântica serão inundados --apenas a parte central da cidade ficará acima do nível da água. O estudo abrange 320 km2 dos 484 quilômetros quadrados do município.

Já Niterói ganhará cara de Veneza se o mar avançar por ruas e avenidas; 0,6 km2 de vias será engolido pela água se o mar subir seis metros, assim como 0,04 quilômetros quadrados de árvores da mata atlântica. Com um avanço de 66 cm, 0,05 km2 de praia ficará debaixo d'água. A área de abrangência do estudo é de 13,6 quilômetros quadrados dos 129 quilômetros quadrados do município.

Segundo os pesquisadores, que usaram imagens feitas a partir de 1973 para compreender a dinâmica dessas cidades, é preciso considerar esses cenários nas ações de planejamento municipal e zoneamento ambiental dessas regiões.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A carta da Marina Silva



"Caro Presidente Lula,

Venho, por meio desta, comunicar minha decisão em caráter pessoal e
irrevogável, de deixar a honrosa função de Ministra de Estado do Meio
Ambiente, a mim confiada por V. Excia desde janeiro de 2003. Esta
difícil decisão, Sr, Presidente, decorre das dificuldades que tenho
enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental
federal.
Quero agradecer a oportunidade de ter feito parte de sua equipe. Nesse
período de quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua
recomendação inicial de fazer da política ambiental uma política de
governo, quebrando o tradicional isolamento da área.

Agradeço também o apoio decisivo, por meio de atitudes corajosas e
emblemáticas, a exemplo de quando, em 2003, V. Excia chamou a si a
responsabilidade sobre as ações de combate ao desmatamento na
Amazônia, ao criar grupo de trabalho composto por 13 ministérios e
coordenado pela Casa Civil. Esse espaço de transversalidade de
governo, vital para a existência de uma verdadeira política ambiental,
deu início à série de ações que apontou o rumo da mudança que o País
exigia de nós, ou seja, fazer da conservação ambiental o eixo de uma
agenda de desenvolvimento cuja implementação é hoje o maior desafio
global.

Fizemos muito: a criação de quase 24 milhões de hectares de novas
áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para
conservação da biodiversidade em todos os nossos biomas, a aprovação
do Plano Nacional de Recursos Hídricos, do novo Programa Nacional de
Florestas, do Plano Nacional de Combate à Desertificação e temos em
curso o Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

Reestruturamos o Ministério do Meio Ambiente, com a criação da
Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, da
Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal
Brasileiro; com melhoria salarial e realização de concursos públicos
que deram estabilidade e qualidade à equipe; com a completa
reestruturação das equipes de licenciamento e o aperfeiçoamento
técnico e gerencial do processo. Abrimos debate amplo sobre as
políticas socioambientais, por meio da revitalização e criação de
espaços de controle social e das conferências nacionais de Meio
Ambiente, efetivando a participação social na elaboração e
implementação dos programas que executamos.

Em negociações junto ao Congresso Nacional ou em decretos,
estabelecemos ou encaminhamos marcos regulatórios importantes, a
exemplo da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob
limitação administrativa provisória, da regulamentação do art. 23 da
Constituição, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política
Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Contribuímos
decisivamente para a aprovação da Lei da Mata Atlântica.

Em dezembro último, com a edição do Decreto que cria instrumentos
poderosos para o combate ao desmatamento ilegal e com a Resolução do
Conselho Monetário Nacional, que vincula o crédito agropecuário à
comprovação da regularidade ambiental e fundiária, alcançamos um
patamar histórico na luta para garantir à Amazônia exploração
equilibrada e sustentável. É esse nosso maior desafio. O que se fizer
da Amazônia será, ouso dizer, o padrão de convivência futura da
humanidade com os recursos naturais, a diversidade cultural e o desejo
de crescimento. Sua importância extrapola os cuidados merecidos pela
região em si, e revela potencial de gerar alternativas de reposta
inovadora ao desafio de integrar as dimensões social, econômica e
ambiental do desenvolvimento.

Hoje, as medidas adotadas tornam claro e irreversível o caminho de
fazer da política socioambiental e da economia uma única agenda, capaz
de posicionar o Brasil de maneira consistente para operar as mudanças
profundas que, cada vez mais, apontam o desenvolvimento sustentável
como a opção inexorável de todas as nações.

Durante essa trajetória, V. Excia é testemunha das crescentes
resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes
do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos
parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar
devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis
tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária
a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental.

Tenho o sentimento de estar fechando um ciclo cujos resultados foram
significativos, apesar das dificuldades. Entendo que a melhor maneira
de continuar contribuindo com a sociedade brasileira e o governo é
buscando, no Congresso Nacional, o apoio político fundamental para a
consolidação de tudo o que conseguimos construir e para a continuidade
da implementação da política ambiental.

Nosso trabalho à frente do MMA incorporou conquistas de gestões
anteriores e procurou dar continuidade àquelas políticas que apontavam
para a opção do desenvolvimento sustentável. Certamente, os próximos
dirigentes farão o mesmo com a contribuição deixada por esta gestão.
Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos
de profícuo relacionamento, termos feito algo de relevante para o
Brasil.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.

Marina Silva"

sábado, 17 de maio de 2008

Miriam Leitão entrevista Eike Batista

Alguns o consideram atualmente o maior inimigo do meio ambiente no Brasil.

Na verdade ele é apenas uma caricatura do que há de pior e de mais retrógado em meio aos empresários e a turma autodenominada desenvolvimentista.

O pior inimigo da natureza não pode ser personificado em um elemento tão medíocre e digno de pena como o empresário Eike Batista.

Não podemos condenar a política por indivíduos como Blairo Maggi.

O grande problema é o sistema capitalista vigente e sua ideologia cruel e suicida, de consumo desenfreado, alienação humana e esgotamento dos recursos naturais.

Para assistir a entrevista abaixo, feita com muita categoria pela jornalista Miriam Leitão, recomendamos tomar um anti-ácido antecipadamente.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Rir para não chorar...


Xico Graziano: São Paulo será a 1ª em RPPNs


O Secretário de Meio Ambiente de São Paulo lançou o saudável desafio para ser o estado recordista em área de RPPN:

“Ainda não nos conformamos com esta colocação, vamos ser agressivos na agenda ambiental das RPPN’s para assumirmos a liderança!”, afirmou o secretário Xico Graziano.

Como paulista me sinto orgulhoso pelo meu estado estar buscando cada vez mais ferramentas para a conservação da biodiversidade. E quem conhece a capacidade do estado sabe que é perfeitamente possível que logo São Paulo chegue na liderança desse importante ranking.

A frase foi dita no lançamento das primeiras quatro RPPN’s criadas no âmbito estadual, num total de mais de 814 hectares protegidos por Lei em caráter perpétuo. Além delas, outras quatro estão em processo de reconhecimento, somando mais 579 hectares e ainda mais 10 proprietários de terras com mata nativa preservada já protocolaram seus pedidos de criação.

Com isso o estado de São Paulo irá dobrar o tamanho de suas Reservas Particulares assumindo o quinto lugar no ranking nacional das RPPN’s.
Quem encabeça atualmente a lista são os estados do Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia.


Segundo Graziano, grande parte das áreas conservadas do Estado encontram-se em propriedades privadas, por isso, “nós precisamos dos produtores rurais engajados nesse processo de conservação dos nossos biomas mata atlântica e cerrado”.

Que não se duvide que São Paulo logo seja a recordista em RPPN’s e um exemplo a ser seguido pelos outros estados que ainda não possuem Leis regulamentadas como o ICMS-Ecológico, o Sistema Estadual de Unidades de Conservação e a RPPN estadual.

Quem sabe quando Santa Catarina tiver um Governador comprometido com a causa ambiental possamos comemorar por aqui?

As RPPN criadas em São Paulo, com a presença do Governador José Serra:

RPPN Paraíso
Proprietária: Márcia Regina Fonseca
Responsável: Marcos Abrantes Fonseca
Área: 3,54 ha
Município: Mairiporã
Bioma: Mata Atlântica

RPPN Toca da Paca
Proprietária: Daniela de Souza Azevedo
Área: 186,34 ha
Município: Guatapará
Bioma: Mata Atlântica interface com cerrado

RPPN Olavo Egydio Setúbal
Proprietária: Duraflora S.A.
Área: 615,50 ha
Município: Lençóis Paulista e Borebi
Bioma: Mata Atlântica

RPPN Mahayana
Proprietário Heródoto Barbeiro
Área: 9,34 ha
Município: Mogi das Cruzes
Bioma: Mata Atlântica

TOTAL : 814,72 ha

O Jornalista Heródoto Barbeiro recebe a documentação da criação da RPPN Mahayana.