quinta-feira, 24 de abril de 2008



Que bela notícia vinda das bandas paulistas:
Nascem as primeiras RPPNs estaduais!

Ficamos aqui em Santa Catarina na esperança de ações como essa, assim como a aprovação da Lei Estadual do ICMS-Ecológico.

Abaixo notícia que comenta a criação de uma das novas RPPNs:


SP reconhece área da região como reserva
Apenas outras 3 propriedades serão elevadas hoje à categoria de Reservas Particulares do Patrimônio Natural estaduais

Ricardo Santana

Lençóis Paulista - O governo do Estado de São Paulo vai oficializar hoje a transformação de uma área de mata atlântica pertencente à Duraflora S.A., empresa do Grupo Duratex, como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A mata conservada passará a ser conhecida como RPPN “Olavo Egydio Setúbal”, abrangendo 615,50 hectares de terras nos municípios de Borebi e Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru).

Na mesma cerimônia, outras três RPPNs serão reconhecidas, formalizando as quatro primeiras unidades de conservação de proteção integral outorgadas pelo governo estadual. Até então, o órgão responsável pelo reconhecimento era o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). No Estado já existem RPPNs federais que desenvolvem projetos de ecoturismo e educação ambiental, entre outros.

A Duraflora promove pesquisas ambientais no ecossistema preservado. O JC apurou que a nova denominação dá excepcionais vantagens para o proprietário, como a isenção de alguns impostos e prioridade de solicitação de crédito. No caso da Duraflora, a condição de RPPN também colabora para a conquista de certificação florestal.

A empresa poderá fazer estudos de fauna e flora, parcerias com universidades para convênios de pesquisa científica, para ecoturismo com recepção de pessoas para trilhas mas que não degradem o meio ambiente. Porém, a condição de unidade de conservação de proteção integral não permite que o proprietário desmate a área.

Cerimônia

Por serem as quatro primeiras no Estado a ganhar o status de RPPN, condição outorgada pela primeira vez pelo governo estadual, os representantes da Duraflora e das outras três áreas vão participar de uma cerimônia no Palácio de Verão, no Horto Florestal. Na cerimônia devem estar presentes o secretário de Meio Ambiente do Estado, Francisco Graziano Neto, e o governador José Serra. Será assinado um termo dando o reconhecimento às áreas.

Além da Duraflora, será reconhecida uma área em Mairiporã (com 3,54 ha), outra em Mogi das Cruzes (com 9,34 ha), todas com vegetação de mata atlântica, e uma em Guatapará (com 186,34 ha) com mata atlântica e interface com cerrado.

Também será assinada uma resolução que define os critérios para designar uma RPPN estadual e passa a função de reconhecimento para a Fundação Florestal. O Ibama já havia certificado 33 propriedades, num total de 3.348 hectares, como RPPNs no Estado.

O órgão federal, juntamente com a Federação das Reservas Ecológicas Particulares do Estado de São Paulo (Frepesp), assumiu o papel de parceiro da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA), por intermédio da Fundação Florestal e pelo Programa Estadual de Apoio às RPPNs, no reconhecimento destas unidades.

As RPPNs são unidades de conservação privada, que dispõem de plano de manejo para garantir a preservação dos recursos naturais e dos processos ecológicos e admitem atividades de cunho científico, educação ambiental e ecoturismo, podendo se converter, inclusive, em uma fonte de renda a produtores rurais - pequenos, médios e grandes, sem distinção - com mata nativa conservada em sua propriedade.

Novas solicitações

Também já está em andamento o reconhecimento de outras quatro reservas, que juntas representam mais 579 hectares de matas preservadas. Além disso, sete donos de propriedades rurais irão apresentar proposta de reconhecimento de suas áreas durante o evento. Serão mais de 4 mil hectares de terras protegidas, dobrando o tamanho atual e colocando São Paulo como o quinto colocado no ranking nacional das RPPNs, ficando atrás dos Estados da Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

segunda-feira, 14 de abril de 2008

RPPN: Os cisnes das Unidades de Conservação

Patinho feio?

É bem comum lermos artigos sobre as RPPNs dando a impressão de que os proprietários dessa categoria de Unidade de Conservação estão muito bem amparados por uma rede de ONGs, Instituições e empresas ávidas por ajudarem, apoiarem e constituírem parcerias em prol da conservação da biodiversidade e dos inúmeros serviços ambientais que são produzidos nessas áreas preservadas.
Há os que defendem a tese de ser incentivada a criação de cada vez mais RPPNs, o que realmente pode ser muito bom para a proteção dos remanescentes dos mais variados biomas brasileiros. Mas a realidade é bem outra, como muito bem analisada no artigo abaixo, escrito no final do ano de 2006 pelo proprietário da RPPN Mãe da Mata, Ronaldo Sant'Anna, de Ilhéus, Bahia.

O PATINHO FEIO

O País (Brasil) tem importância fundamental para a Biodiversidade do planeta e para o campo da biologia da conservação. Em nenhum outro lugar as necessidades de proteção da natureza são mais críticas. Para entender isso, é preciso fazer uma breve retrospectiva do ambientalismo brasileiro e refletir sobre o seu potencial de conservação, regional e globalmente.

Essas palavras foram usadas por Dr. Thomas Lovejoy num artigo intitulado o Brasil em foco, no volume 1, número 1 da publicação Megadiversidade, editada pela Conservação Internacional.

Fazemos nossas as palavras do Dr. Lovejoy e acrescentamos estas outras também dele: As sementes já foram plantadas e cultiva-las não é uma tarefa fácil. E não é mesmo, principalmente para nós, proprietários de RPPNS, que somos O Patinho Feio das unidades de conservação. Senão vejamos: No SNUC, na Lei nº 9985, no capitulo II, art. 5º, itens IV, VI, XI e XII está escrito o seguinte:

Art. 5º O SNUC será regido por diretrizes que:
IV- Busquem o apoio e a cooperação de organizações não governamentais, de organizações privadas e pessoas físicas para o desenvolvimento de estudos, pesquisas cientificas, práticas de educação ambiental, atividades de lazer e de turismo ecológico, monitoramento, manutenção e outras atividades de gestão das unidades de conservação;

VI – Assegurem, nos casos possíveis, a sustentabilidade econômica das unidades de conservação;

XI – Garantam uma alocação adequada dos recursos financeiros necessários para que, uma vez criadas, as unidades de conservação possam ser geridas de forma eficaz e atender aos seus objetivos.

XII - Busquem conferir às unidades de conservação, nos casos possíveis e respeitadas as conveniências da administração, autonomia administrativa e financeira;

Também no decreto 1922, art.7º e 8º e seu parágrafo único está escrito que temos a obrigação de assegurar os atributos ambientais da RPPN, não permitindo “desmatamentos, queimadas, caça, pesca, apanha, captura de animais e quaisquer outros atos que afetem, ou possam afetar o meio ambiente“

“Para cumprimento do disposto nesse artigo o proprietário poderá solicitar a cooperação de entidades ambientalistas devidamente credenciadas pelo cadastro Nacional de entidades ambientalistas do meio ambiente – CONAMA”

Abrindo a discussão eu gostaria de saber qual Proprietário de RPPN que já teve garantida a sustentabilidade econômica da sua unidade ou uma alocação adequada de recursos financeiros, para que a pudesse gerir de forma eficaz e dessa forma atender aos seus objetivos.

Gostaria também de manter contato com aquele felizardo Companheiro RPPNISTA que solicitou e conseguiu a cooperação de entidades ambientalistas para conter caça, roubo de madeira, pesca, ou captura de animais na sua UC e que foi atendido.

Até hoje, ao que eu saiba apenas a Aliança (CI, SOS, CEPF) injetou recursos de forma direta em algumas RPPNS, mesmo assim através de editais e julgamentos, o que contempla apenas uma parcela mínima de reservas; a Fundação Boticário não deve ser levada em conta, pois os projetos de RPPNs que para lá são enviados, há muito tempo que não são levados em consideração. Fora isso, só o MMA com planos de manejo e mais nada.

Algumas questões precisam ser levantadas e debatidas para que possamos sair da retórica e do sofisma e para que tenhamos os nossos direitos reconhecidos, os quais muito embora estejam na lei, na prática só temos deveres.

O primeiro sofisma é que você é proprietário da RPPN e que a mesma é uma propriedade privada. Ora, quando você cria uma reserva você a está doando para o Universo, e tanto isso é verdade que você passa a ser o Gestor da área, que em outras palavras significa Gerente e Administrador de uma Coisa Pública.

Para melhor esclarecimento transcrevo “ipsis literis” o art.7º, parágrafo único do decreto federal nº 1922 de 5 de junho de 1996:

"Será concedida, à RPPN, pelas autoridades públicas competentes, proteção assegurada pela legislação em vigor às unidades de conservação de uso indireto, sem prejuízo do direito de propriedade, que deverá ser exercido por seu titular, na defesa da Reserva, sob orientação e com apoio do órgão competente."

O segundo sofisma é o trabalho de convencimento que estamos desenvolvendo com grande número de proprietários, mostrando as vantagens em criar RPPNS, citando a Legislação Protetora, esquecendo-nos de dizer que na prática, até hoje, nada disso funciona. Certamente teremos problemas futuros, quando esses proprietários nos cobrarem a proteção.

Vamos aos exemplos: Há três anos a Preserva solicitou ao IBAMA / BA, que liberasse 3000 estacas apreendidas, para que fossem distribuídas entre varias RPPNS, para cercá-las; As estacas estão apodrecendo e até hoje nunca recebemos nenhuma resposta. Devido à enorme pressão de caçadores, ladrões de lenha, pegadores de pássaros, etc., muitos de nós temos solicitado ajuda física ou financeira para contratação de guardas parque a órgãos públicos e a ONGs do setor e a ajuda tem sido ZERO! Particularmente estou tendo uma pequena, mas muito bem vinda ajuda de uma importante ONG, mas a exceção confirma a regra. Tenho também algumas cartas com negativas interessantes, que podem ser traduzidas da seguinte forma: “QUEM PARIU MATEUS QUE ACALENTE!!! Mas como Mário Quintana eu lhes retruco: Eles passarão, eu passarinho!

No Brasil de hoje apenas três categorias têm poder de decisão, por serem extremamente organizadas:
Os Banqueiros, donos do dinheiro, os grandes Empresários, através de suas poderosas Federações e o MST que conquista o que quer ao arrepio da Lei, “na marra” e que ainda tem o Presidente da República para “Bater uma bolinha com eles”.
E Nós? Somos amorfos e inodoros, não temos forma nem cheiro, valendo nesse caso aquela máxima: QUEM NÃO TEM VOZ, NÃO TEM VEZ!
Somos capazes, temos nossas instituições bem estruturadas – CNRPPN, Associações Estaduais, etc – e por isso mesmo não devemos continuar Bovinamente acomodados.

Está aberta a discussão e tenho certeza que muito em breve, se soubermos exigir o cumprimento da Lei, deixaremos de ser O Patinho Feio da conservação e passaremos a ser vistos como realmente somos: BELÍSSIMOS CISNES.

Ronaldo de Jesus Santana
RPPN MÃE DA MATA Ilhéus – Bahia

domingo, 6 de abril de 2008

Caminhos de Angelina

Na Semana Santa já virou tradição: Milhares de pessoas rumam até a cidade de Angelina, mais precisamente até o Santuário Mariano ou Santuário Nossa Senhora de Angelina, formado pela Gruta Imaculada Conceição e 14 estações da Via Sacra, um dos maiores pontos turísticos da cidade.
Muitos seguem a pé, caminhando por mais de 70 Km desde Florianópolis, seja pelo asfalto da SC 282, passando por Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas, seja pelas estradas de terra, vindos de São Pedro de Alcântara ou mesmo vindo de Nova Trento.

Mas o que poderia ser um belo programa turístico-religioso, passando por lindas paisagens, repleta de montanhas cobertas de Mata Atlântica, rios e cachoeiras, sítios bem cuidados e que - de certa maneira - lembra a tradição do Caminho de Santiago de Compostela, tem se mostrado na verdade um problema ambiental e de falta de educação e respeito a natureza.

As imagens a seguir são um pequeno exemplo do rastro deixado pelo caminho. Ao longo de quilômetros e quilômetros há lixos espalhados por todos os cantos, uma verdadeira agressão à paisagem e aos mínimos valores de bom senso.

Lamentável!








Os Caminhos de Santiago de Compostela:


Destino final: a Igreja de Santiago de Compostela.


Os Caminhos de Santiago são os percursos percorridos por peregrinos em direção a Santiago de Compostela desde o Século IX. Estes são chamados de Peregrinos, do latim "Per Agros", "aquele que atravessa os campos". Têm como seu símbolo uma concha, normalmente uma vieira designada localmente por "venera", costume que já vinha do tempo em que os povos ancestrais peregrinavam a Finisterra.

Os caminhos espalham-se por toda a Europa e vão todos desaguar aos caminhos franceses que posteriormente se ligam aos espanhóis, com excepção das várias vias do Caminho Português, que têm origem a sul, e do Caminho Inglês que vinha do norte.

O Caminho de Santiago entrou na história há doze séculos, quando foram encontrados os restos mortais do apóstolo, São Tiago, Santiago, na que hoje é a cidade de Santiago de Compostela.

O Caminho de Santiago atingiu o máximo esplendor nos séculos XI e XII, e depois após a contra-reforma no ínicio do século XVII por Portugal. Nas últimas décadas voltou a ganhar protagonismo, sendo convertido num itinerário espiritual e cultural de primeira ordem. Foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu (1987) e Património da Humanidade na Espanha (1993) e França (1998).

Fonte: Wikipédia
Fotos: Vítor - Bravimol/web

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Canadá desumano

O Canadá é conhecido pelo seu alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Mas a matança de focas autorizada pelo governo local é extremamente lamentável e merece o repúdio de todos os que se importam com o direito à vida dos animais.
Nada escapa dos caçadores assassinos, nem mesmo os indefesos bebês focas. Muitos animais já feridos conseguem fugir e acabam agonizando lentamente.
O vídeo abaixo mostra um pouco dessa crueldade e serve para denunciar tamanha desumanidade:



domingo, 30 de março de 2008

Salve Peruíbe! Salve a Juréia!

Peruíbe é conhecida como o "Portal da Juréia", um grande remanescente da Mata Atlântica.

Juiz trava projeto de porto em área indígena de Peruíbe (SP)

AFRA BALAZINA
Enviada especial da Folha a Peruíbe

A presença de índios tupis-guaranis na terra indígena Piaçagüera é hoje o principal entrave para a construção de um megaempreendimento em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo: o Porto Brasil, projeto orçado em R$ 6 bilhões e que divide opiniões no município.

Cerca de 50 famílias --ou 180 índios-- vivem em cabanas e casas que foram de funcionários de uma ferrovia desativada que passa pelo terreno, conhecido como espólio (conjunto dos bens deixados por alguém ao morrer) Leão Novaes.

Na última quarta-feira (26) deveria ter ocorrido a primeira audiência pública sobre o projeto, mas a reunião foi cancelada por determinação do juiz federal substituto Antonio André Muniz Mascarenhas de Souza, por meio de uma liminar.

O cancelamento foi pedido pelo Ministério Público Federal pelo fato de a área abrigar uma população indígena.

Em comunicado, o órgão afirmou considerar "incongruente" que o Consema (conselho estadual do meio ambiente) dê início ao licenciamento de um empreendimento em uma área que o próprio poder público reconhece se tratar de terra tradicionalmente ocupada pelos índios.

O juiz cita em sua decisão o artigo 231 da Constituição, que afirma que as terras indígenas "são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis".

O artigo diz ainda que "é vedada a remoção de grupos indígenas de suas terras", a não ser que o Congresso Nacional aprove a medida.

Placas da Funai (Fundação Nacional do Índio) no local onde o porto pode futuramente ser construído informam tratar-se de área protegida, porém a terra ainda não foi oficialmente demarcada.

"A área foi delimitada em 2002, e o processo está sendo finalizado. Pode ser que a demarcação saia no Dia do Índio [19 de abril]", afirma Cristiano Hutter, chefe da Funai em Itanhaém/Peruíbe.

Os índios vivem da venda de artesanato e palmito, além de doações. Alguns trabalham na escola estadual indígena de primeira a quarta série do ensino fundamental.

Investimento

O investimento anunciado para a construção do porto de cargas pela empresa LLX --do grupo EBX, do empresário Eike Batista-- é de R$ 6 bilhões.

Como comparação, o Orçamento do município de Peruíbe gira em torno de aproximadamente R$ 105 milhões.

O projeto prevê a construção de uma ilha artificial com capacidade para receber 11 navios simultaneamente.

Como a profundidade chegará a 18,5 m, navios de grande porte poderão atracar ali. Uma ponte ligará a ilha ao continente --dessa forma, afirma a empresa, a praia não será impactada negativamente.

A população, em geral, vê o porto como possibilidade de progresso e modernização.
São previstos 30 mil empregos diretos e indiretos na construção do porto e outras 5.000 vagas na operação.

Ambientalistas criticam o projeto e afirmam que a obra trará enormes prejuízos. Peruíbe conta com áreas preservadas de mata atlântica --parte da Juréia, que é uma unidade de conservação, por exemplo, fica dentro da área do município. Animais ameaçados de extinção, como o papagaio-da-cara-roxa, são vistos por ali.

As ONGs tentam chamar a atenção dos turistas para a poluição que o porto pode trazer. A ONG Mongue, de proteção ao sistema costeiro, distribuiu panfletos aos visitantes na Páscoa. "Aproveite o dia! Afinal, esta pode ser a última vez que você vem aqui", afirma o texto.


segunda-feira, 17 de março de 2008

Geleiras derretendo



Da BBC

Geleiras em todo o mundo estão derretendo mais rápido que nunca, alerta um relatório do Programa da ONU para o Meio-Ambiente (Pnuma).

Cientistas mediram quase 30 geleiras e descobriram que em nove delas a perda de gelo alcançou nível recorde em 2006.
Em média, as geleiras perderam 1,5 metro de gelo naquele ano - ao passo que a perda média foi de 30 centímetros por ano entre 1980 e 1999.
A maior perda foi da geleira Breidablikkbre, na Noruega, cujo gelo diminuiu 3,1 metros apenas em 2006, afirmou o estudo.
A única geleira que se tornou mais espessa foi a de Echaurren Norte, no Chile. Mas o relatório ressaltou que os glaciares sul-americanos - na Bolívia, no Peru, na Colômbia e no Equador - permanecem sob ameaça.
Milhões de pessoas dependem de água originada em geleiras para agricultura, e o derretimento dessas formações ameaça a sobrevivências das populações, afirmou o estudo.
Cientistas reunidos no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), uma referência para questões relacionadas ao tema, atribuem o fenômeno à concentração atmosférica de gases que causam o efeito estufa.
Segundo o estudo do Pnuma, o derretimento das camadas de gelo é "um dos sinais mais claros do aquecimento global".

domingo, 16 de março de 2008

Nova RPPN em Manaus



Prefeitura de Manaus inaugura RPPN na área rural do município

MANAUS - O prefeito de Manaus Serafim Corrêa assina neste sábado (15), às 9h, o Decreto Municipal 9.503, que cria a terceira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do município. Trata-se da RPPN Norikatsu Miyamoto, a primeira situada na área rural e com 117 hectares, a maior em área protegida até agora.

A solenidade acontecerá na Granja Myamoto, sede da reserva, localizada no km 37 da rodovia AM 010, com a presença de representantes da Prefeitura de Manaus, Governo do Estado, Ibama, Ministério Público do Estado e o cônsul geral do Japão, Susumu Segawa.

A avaliação para a criação da nova RPPN teve dois meses de duração. A área, segundo o chefe do Núcleo de RPPNs da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Igor Ditolvo, possui todos os pré-requisitos necessários para se tornar RPPN.

- A reserva) possui nascentes, espécies animais que se encontram ameaçadas de extinção, vegetação primária (típica de floresta), beleza cênica e, principalmente, permite a interligação entre biomas existentes na área”, afirmou Ditolvo.

Imposto:

Além do benefício ambiental, os proprietários de RPPN são contemplados pelo município com a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) das áreas decretadas.

- É uma forma da Prefeitura de Manaus estimular a criação de reservas e proporcionar a satisfação do proprietário ao garantir uma melhor qualidade de vida para a cidade, explica o engenheiro ambiental.

Ele ressalta que a isenção é dada apenas para a área em que estiver localizada a RPPN. "Se, por acaso, o proprietário quiser dispensar apenas parte da propriedade, a isenção será apenas para esse trecho”, alerta.

O município de Manaus é o primeiro no Brasil a conceder incentivo fiscal para a criação de áreas protegidas, política que vem sendo debatida em seminários e encontros nacionais e internacionais.

Serviço: Os interessados em candidatar propriedades à condição de RPPN em Manaus podem procurar a sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), na avenida André Araújo, 1.500, Aleixo, Zona Leste, mais especificamente o Núcleo de RPPNs da Coordenadoria de Áreas Protegidas. Igor Ditolvo salienta que há complicadores no processo de criação das reservas, principalmente em razão de mudanças cartoriais dificultando a identificação dos perímetros e a quem cabe a responsabilidade da área. “Temos que observar todos os aspectos relativos ao terreno porque não deve haver nenhum empecilho cartorial”, avisa Ditolvo. O decreto de criação da RPPN tem caráter perpétuo.

Fonte: Ascom - NR
Imagem: Google Earth/RPPN Rio das Lontras

domingo, 9 de março de 2008

PV na Prefeitura do Rio?

Foto: Fábio Pozzebom/ABr


Político ‘Zona Sul’, Gabeira busca ‘voto do morro’

Fernando Gabeira (PV) tornou-se, na semana passada, a principal novidade da campanha municipal carioca. Em 2006, foi o deputado federal mais votado do Rio. Obteve 293.057 votos sem muito esforço. Passeios de bicicleta pelo calçadão lhe serviam de campanha. Na disputa pela prefeitura, arrosta um desafio que não conseguiu vencer em 1986, ano em que disputou o governo do Estado: tenta transpor as fronteiras diáfanas que separam a chique Zona Sul dos impermeáveis morros cariocas.

“Essa é a chance da minha vida”, disse Gabeira ao blog. “Em vez de ficar discutindo idéias, quero tentar mudar concretamente a vida das pessoas”. O deputado elege como seus principais contendores a TV Record e a Igreja Universal, além das estruturas administrativas do Estado e do município. “São essas as máquinas que teremos que enfrentar”, diz. O deputado vai à disputa em aliança com PSDB e PPS. Leia a entrevista:


- Para se eleger deputado, bastou passear de bicicleta pelo calçadão. Para chegar à prefeitura, vai subir o morro?
Claro que sim. Eu morreria de tédio se não fizesse isso. Adoro fazer campanha em morro. Em 1986 fiz muita campanha em morro. Resultado não foi muito bom porque em muitos morros a votação é clientelística.

- Ao voto de clientela, soma-se hoje o cabresto religioso. Consegue furar esse bloqueio?
De fato, existe isso. Mas há agora alguns diferenciais interessantes. Temos alguns apoiadores que são muito ativos nas áreas mais populares. Por exemplo: uma moça chamada Lucinha [PSDB], vereadora muito atuante na Zona Oeste da cidade. Há também um líder de Duque de Caxias, o Zito [PSDB], com grande poder de influência. Os limites entre o Rio e Caxias são fluidos.

- Só com isso espera atingir o eleitor mais humilde?
Há muitas outras formas de chegar ao morro. Além da presença física, deve-se considerar que há uma explosão de Lan Houses no Rio. Já são 5.000 estabelecimentos desse tipo. Estão em todas as favelas. O que nos abre um caminho para fazermos campanha voltada para essas pessoas, por meio do computador. São núcleos que têm muita influência na comunidade pelo fato de estarem mais perto da informação.

- Acha suficiente para furar o bloqueio do clientelismo e da religião?
Acho. Evidentemente que furar o bloqueio não significa vencê-lo. Mas vamos reduzir a diferença. Há um outro dado importante, que não costuma ser devidamente considerado.

- Que dado é esse?
Existe uma porosidade muito grande entre as Zonas Sul e Norte do Rio. Uma grande parte enorme da população pobre trabalha na Zona Sul. De modo geral há uma influência. De mais a mais, campanha política no Rio é como onda. Quando pega, pega pra valer. No nosso caso, há um movimento que tem chance de pegar.

- Quais serão os seus principais contendores?
O principal contendor é o [Marcelo] Crivella [PRB]. Ele foi candidato várias vezes em campanhas majoritárias. É uma pessoa habilidosa. Tem a seu favor a Rede Record de Televisão e a Igreja Universal. É um aparato forte. Em segundo lugar, há o possível candidato do [governador] Sergio Cabral, o Eduardo Paes [PMDB]. Tem a máquina do Estado. Em terceiro lugar, há a Solange Amaral [DEM], candidata do [prefeito] Cesar Maia, que tem a máquina da prefeitura. São essas as máquinas que teremos que enfrentar.

- Há 15 dias, dizia que não seria candidato. O que mudou?
Estava envolvido na constituição de uma frente suprapartidária. Eu atuaria na sociedade e apoiaria um candidato. Essa frente conseguiu se unificar e, em dado momento, não tive alternativa a não ser oferecer o meu nome para manter a frente de pé. É uma tentativa de produzir uma mexida cultural na sociedade.

- Que forças políticas o apóiam?
Espero que a força mais importante seja a sociedade. Mas, em termos partidários, temos, por ora, o PV, o PSDB e o PPS.

- Isso lhe dá tempo de TV?
Teremos cerca de cinco minutos. O que é mais do que suficiente. Tempo demais, em vez de ajudar, acaba atrapalhando.

- Emboraa campanha seja carioca, já esteve com o governador Aécio Neves e estará com José Serra. Por que?
É que havia uma resistência aqui de alguns setores do PSDB, que não estavam entendendo bem o projeto. E a pressão da direção nacional foi positiva. Eles perceberam rapidamente as possibilidades do projeto. O Serra, o Aécio, o Sérgio Guerra [presidente do PSDB] e o Fernando Henrique tiveram posição muito favorável à candidatura. Utilizar essa pressão nacional de forma construtiva dá uma outra dimensão à campanha. Ninguém falava da campanha do Rio. Agora, todos falam.

- Não receia confundir a campanha municipal com 2010?
Campanha municipal não é uma miniatura da campanha presidencial. Quem entrar por esse caminho vai perder a perspectiva. A campanha municipal é voltada para os problemas reais que as pessoas vivem nas ruas, nos bairros. O cara quer saber como você vai resolver os problemas dele, não quem você vai apoiar para presidente.

- Não há de ser essa a visão dos presidenciáveis tucanos. O que eles querem é um prefeito amistoso no Rio, não?
Claro, não há dúvida. Mas falei com o Aécio que se há algo em que a campanha municipal pode influenciar em 2010 não é no apoio a um candidato. A influência se dará por meio da realização, na prática, de uma reforma política, uma mudança de hábitos que não será desatada pela lei.

- Como assim?
No plano nacional, há uma política econômica interessante, comum a PT e PSDB. Tem também uma política social com todas as condições de ser durável. Vem da Bolsa Escola, passa para a Bolsa Família. Precisa apenas achar agora as portas de saída. Nessa dimensão econômica e social, o Brasil está mais ou menos resolvido. Mas o PT capitulou diante da possibilidade de mudar as relações políticas. E existe agora a possibilidade de se experimentar, no Rio uma relação diferente entre Executivo e Legislativo.

- Não tem a ilusão de que, eleito, estará imune à pressão fisiológica da Câmara de vereadores, ou tem?
Não tenho essa ilusão. Mas está ficando claro que, junto com a sociedade, vamos acabar com isso. Não vamos ceder. Conheço parlamentar. Digo para os deputados do PV, lá em Brasília: governo não respeita parlamentar que depende dele. Essa história de depender do governo é bobagem. O que será possível fazer é o seguinte: por meio de políticas territoriais, podemos colocar a área onde o vereador atua dentro de determinadas políticas. Ele será contemplado com o atendimento da população. É difícil? Sim, mas, com a mexida que o simples anúncio da candidatura já está provocando na sociedade, creio que haverá força para isso.

- Que impressão tem do prefeito Cesar Maia?
É um sujeito extremamente estudioso. Costuma ter resposta pronta para tudo. O que a cidade está precisando é de um prefeito que não saiba tudo, que seja capaz de ouvir.

- Qual será o diferencial de uma eventual gestão Gabeira?
Estamos nos propondo a implantar uma administração moderna, avançada.

- O que é moderno?
Penso numa administração que se auto-imponha metas que possam ser monitoradas, num modelo que incorpore alguns elementos da iniciativa privada. O PSDB está querendo contribuir com alguns dos seus melhores quadros. Há no Rio muita gente capaz que se dispõe a ajudar.

- A inexperiência administrativa não o espanta?
Não. Até me felicito até por isso, porque me permite trilhar, com curiosidade, outro caminho. Estou meio cansado do debate parlamentar. O processo do Parlamento brasileiro está desgastante. Essa é a chance da minha vida. Em vez de ficar discutindo idéias, quero tentar a mudar concretamente a vida das pessoas, me relacionar com problemas objetivos. Isso abre uma outra etapa na minha vida.

Fonte: Blog Josias de Souza- Folha on Line

terça-feira, 4 de março de 2008

Monitoramento da Mata Atlântica no RJ

Mapa dos remanescentes florestais do Estado do Rio de Janeiro - Ano Base 2000

Novo esforço para preservar a Mata Atlântica

Estudo criará novo mapa das florestas visando um melhor planejamento para a conservação do bioma.

A Fundação Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro e a Fundação SOS Mata Atlântica unem forças para monitoramento da Mata Atlântica no estado.


Clique aqui para escutar na íntegra a matéria da Rádio Globo FM.


*Matéria divulgada dia 03 de março de 2008 no Boletim Meio Ambiente.


sábado, 1 de março de 2008

BBB: Cartão Vermelho para a Rede Globo!

E dá lhe lenha na fogueira. Precisava disso Sr. Boninho e Sr. Bial?

Longe, muito longe mesmo de afirmar que uma fogueira acesa durante 48 horas seguidas vá detonar mais ainda o aquecimento global. Mas que a tarefa imposta aos BBB de não deixar apagar uma fogueira ao ar livre colocando sem parar lenha e mais lenha é, no mínimo, desnecessária, nada educativa e altamente poluidora, tanto é que os participantes já estão reclamando de não estarem passando muito bem devido a fumaça, como mostra a página da UOL sobre o programa:

Marcelo diz que o cheiro da fumaça está no seu nariz;
Rafinha reclama que o café não lhe caiu bem, mas também desconfia que o mal estar possa ser da fumaça;
Juliana também está largada na cadeira, desanimada e diz que está se sentindo esquisita;
Marcos comenta: "Vocês já viram eu me trocar quieto?", compara o capixaba com a arrumação de outras festas.

Numa época que temos que procurar cuidar de nossas ações cotidianas para colaborarmos com o planeta, bem que a poderosa Rede Globo poderia ser mais cuidadosa em suas escolhas, até porque tinham opção de escolher qualquer outra tarefa que não agredisse ao meio ambiente sem nenhuma contrapartida ou utilidade e pior, sem dar o péssimo exemplo para os milhões de telespectadores que acompanham a programação - as vezes um tanto desastrosa - da emissora mais assistida Brasil afora.

Cartão VERMELHO Sr. Boninho!