quarta-feira, 3 de junho de 2009

MISS DESMATAMENTO


Ativista do Greenpeace é detida ao realizar manifestação contra a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), no Congresso Nacional. A bancada ruralista, da qual a senadora faz parte, pediu nesta terça-feira (2) a saída do ministro Carlos Minc da pasta do Meio Ambiente.

E quem pede para essa senhora ir plantar batatas?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

DEU NO O ECO



Agora em maio, aconteceu em Florianópolis o 9° Congresso Mundial de Viagens e Turismo. O governo estadual, como se sabe, não é um apreciador de ambientes naturais e vem movendo mundos e fundos para reduzir áreas protegidas ou impedir sua criação, além de encolher a proteção de florestas nativas. Mas na hora de fazer marketing para inglês ver, a Mata Atlântica, unidades de conservação, cavernas e outras formações se transformam em moeda de troca para atrair visitantes e investimentos no setor. Nos pouco mais de cinco minutos do vídeo acima, por exemplo, informa-se que o estado detém um terço da floresta atlântica brasileira e conta que lá "a economia anda junto com a preservação ambiental". Obras de ficção são assim mesmo.

Fonte: O ECO

sexta-feira, 15 de maio de 2009

IMPERADOR DE SANTA CATARINA

Eu ia escrever algo sobre o mega evento de turismo realizado no Costão do Santinho Resort - aquele mesmo da operação Moeda Verde...
Mas um artigo da Maria Tereza Jorge Pádua - publicado hoje no site O ECO - resume quase tudo o que gostaria de dizer. Vale a leitura!


Política e mentiras ambientais

O governador do estado de Santa Catarina não cansa de nos surpreender com suas pérolas contra a área ambiental. Falando hoje pela TV sobre o Congresso Mundial de Turismo que se realiza em Florianópolis, com a abertura feita ontem pelo Presidente da República, com a presença de nosso ministro do Turismo e muitas autoridades e representantes de várias empresas do setor, de vários países, ele se superou.

Quando o entrevistador perguntou se as novas infra-estruturas previstas para aumentar o turismo no estado teriam estudos de impacto ambiental, ele prontamente respondeu que a indústria do turismo não polui e não degrada o meio ambiente. “Pelo contrário”, falou o governador de Santa Catarina, os hotéis melhoram a natureza onde estão. E deu como exemplo um resort que foi construído em plena área de restinga, área de preservação permanente pelo só efeito da lei. Mas, não podemos nos esquecer, a Lei aqui é outra e é única, pois restringiu em muito as áreas de preservação permanente previstas no Código Florestal brasileiro, como foi fartamente denunciado aqui mesmo no O Eco por vários colunistas e por várias reportagens.

O imperador de Santa Catarina, a exemplo de outros governantes por aqui, permite de tudo. Em plena Florianópolis, cantada em todo o mundo como algo muito belo, se vê dia a dia muitas construções desde shoppings centers, condomínios, casas de ricos e pobres sendo estabelecidas em áreas de mangue, restinga ou declividades protegidas pela Lei federal.

Falou o governador que está previsto um metrô de superfície, um complexo hoteleiro em Celso Ramos, duplicação de rodovias, aeroporto, entre outras obras de infra-estrutura, que trarão no início 12.000 empregos. Será, senhor governador, que estas obras não causarão nenhum impacto ambiental, como vossa excelência afirmou? E as favelas que circundam esses empreendimentos, estabelecidas durante a construção e jamais removidas, a não ser evidentemente pelos desbarrancamentos ou pelas inundações? Não importam na concepção dessas autoridades as seqüelas de desbarrancamentos, sedimentação e inundações, nem tampouco a poluição de rios e demais corpos de água. São culpa só de São Pedro mesmo, na leitura deles próprios.

Disse mais nossa autoridade máxima - nossa não, pois eu não votei nele e jamais o faria - que o estado de Santa Catarina tem a maior parcela de Mata Atlântica do Brasil, 50% segundo o governador. O que será que o fizeram acreditar que é Mata Atlântica protegida? Onde estão esses 50% de Mata Atlântica? Será que qualquer capoeira ou pastos ou eucaliptos foram considerados Mata Atlântica? Bem na hora de se autorizar grandes empreendimentos, mangues, restingas e dunas, não são considerados, pelas autoridades, componentes de Mata Atlântica, pois tudo é permitido e até incentivado.

Tomar o café da manhã ouvindo esses absurdos de um inimigo do meio ambiente é triste e indigesto. Pior será, no entanto, continuar assistindo as conseqüências de tantos desmandos. Todos nós, que nos comovemos com as tragédias das últimas grandes inundações em Santa Catarina, nos perguntamos: porque o povo ainda vota em quem fez e em quem aprovou a nova Lei Ambiental do estado que reduz descaradamente, contra a legislação federal, a área de preservação permanente para apenas 5 metros ao longo de cursos de água? Nenhum, volto a repetir, nenhum deputado da Assembléia de Santa Catarina foi contra a Lei. Não houve um voto contra. Houve alguns que se abstiveram de votar. Lavaram as mãos, mas não conseguiram lavar suas caras, principalmente perante aqueles que defendem a preservação da Mata Atlântica e de cursos de água.

Este mesmo governador e esta mesma Assembléia conseguiram reduzir os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, um dos melhores de Mata Atlântica do país, com seus mais de 80.000 hectares, para retirar sua parte costeira, beneficiando evidentemente o setor imobiliário, em detrimento de se preservar uma área contínua desde as montanhas e florestas de altitude até o mar, o que tem uma importância ecológica muito expressiva.

Será que estas autoridades que agora se gabam de fazer aqui, pela primeira vez na América Latina, o Congresso Mundial de Turismo, ignoram que é exatamente o turismo ecológico aquele que mais cresce no mundo?

Sendo o estado de Santa Catarina tão privilegiado em belezas cênicas e em diferentes paisagens naturais, merece mesmo destaque no nível nacional e internacional, mas, quando os governantes conseguirem, juntamente com o setor privado predatório, arrasar mais e mais, como vem acontecendo, com as belezas naturais, ele já não se destacará como algo muito atraente para o turismo ecológico e receptivo, a exemplo de muitos outros locais no Brasil e no mundo. A continuar com essa filosofia do senhor governador nós seremos algo medíocre, em poucos anos.

A esperança fica por conta da reação popular a tantas sandices que estamos assistindo por aqui todo santo dia.

* Maria Tereza Jorge Pádua é fundadora da Funatura, membro do Conselho da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e da comissão mundial de Parques Nacionais da UICN.

Em tempo: A primeira vez que ouvimos falar de RPPN foi numa entrevista com a Maria Tereza na TV Cultura.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

VIVA A MATA 2009

Pelo terceiro ano consecutivo a RPPN Rio das Lontras estará participando do Viva a Mata, realizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Estaremos no estande das Reservas Particulares e vamos mostrar os trabalhos realizados no Plano de Manejo.


Viva a Mata 2009 reúne diversas atrações e atividades sobre a Mata Atlântica de 22 a 24 de maio no Parque Ibirapuera

Promovido pela SOS Mata Atlântica, evento aberto ao público em geral, traz atividades culturais, palestras, oficinas e exposição de maneira mais interativa, tudo gratuito

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza a quinta edição do Viva a Mata - mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica, aberto ao público em geral na Marquise e Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 22 e 24 de maio, das 09h às 18h. O evento tem como principais objetivos comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), informar e conscientizar a sociedade. Para tanto, uma intensa programação gratuita é oferecida, com estandes temáticos, auditório para palestras e debates, oficinas interativas, distribuição de mudas de espécies nativas, peças de teatro, mobilizações e muito mais. A iniciativa conta com o patrocínio do Banco Bradesco e apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).

Durante o evento serão expostos cerca de 100 projetos de conservação da Mata Atlântica realizados pela própria Fundação e por ONGs que atuam em diversas regiões, divididos em estandes temáticos: Reservas Particulares, com proprietários de terra mostrando sua luta para proteger um pedaço considerável do Bioma; Reciclagem com oficinas diárias de customização de camisetas, e demonstração de móveis feitos com pneus; Túnel dos Sentidos, que possibilita aos participantes entrarem de olhos vendados e experimentar sons, cheiros e texturas da floresta; Costa Atlântica, que conta com réplicas de tartarugas marinhas em tamanho real trazidas pela Fundação Tamar; Conservação Regional; Lagamar; Educação Ambiental; Empresas e Mata Atlântica; Água, Centro de Experimentos Florestais; Restauração Florestal; Produtos Sustentáveis; além do estande institucional da SOS Mata Atlântica, onde acontecerão todos os dias, às 16h, oficina e distribuição de mudas nativas, e do Banco Bradesco. Nos estandes, haverá cartazes, painéis ilustrativos, maquetes e demonstração de produtos para explicar os vários projetos desenvolvidos pelas instituições no esforço de proteger a Mata Atlântica.

De acordo com Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da SOS Mata Atlântica, o Viva a Mata é uma maneira de atrair a sociedade para a causa ambiental, já que permite o acesso a informações do Bioma de uma maneira mais interessante e lúdica, mostrando o que elas podem fazer em seu dia-a-dia para contribuir com a preservação do meio ambiente. “No ano passado conseguimos atingir 75 mil pessoas e agora queremos que ainda mais gente entenda o que pode fazer pela Mata Atlântica”, explica.

O evento também conta com o Espaço Arena, onde acontecem todos os dias atividades físicas com a Academia Ecofit, bate-papo com celebridades (promovidos em parceria com a Rádio Eldorado), jogos, peças de teatro, rodas de conversa, entre outras apresentações. Além da Arena, há o auditório Oca, com palestras sobre temas como reservas marinhas extrativistas, restauração florestal, monitoramento da Mata Atlântica, educação ambiental, Unidades de Conservação e vários outros. No sábado e no domingo, os voluntários da SOS Mata Atlântica vão receber o público no espaço Amigos da Mata, com painéis sobre questões como o clima e a água, jogos e atividades educacionais.

O Viva a Mata oferece aos visitantes de todas as idades a oportunidade de conhecer de maneira mais interativa a importância do Bioma em que habita e aproximar a sua relação com o meio ambiente. Como exemplo, o espetáculo “História Molhada 2 – a Aventura Continua” é feito com materiais reaproveitados e recicláveis, pela Cia. Trem Bão. A peça mostra a importância da água no mundo e os cuidados que todos devem ter com este bem natural e aborda temas como: preservação do meio ambiente, ciclo da água, doenças de veiculação hídrica, combate à dengue, esgotamento sanitário, processo do tratamento do esgoto e problemas causados pelo lixo. Recheada de canções com ritmos variados, a peça trata de assuntos sérios sem perder o bom humor da encenação.

Novidades

Nesta edição, as crianças poderão também brincar no Espaço de lazer certificado da Lao Engenharia, que ficará montado nos três dias de evento. Feito com madeiras nativas certificadas (FSC) e comunitárias, o brinquedo possui escorregador e calotinhas de segurança montados a partir de acessórios plásticos com matéria prima 100% reciclada pós-consumo, degraus da escada de madeira plástica, reciclagem 100% pós-consumo de plásticos de diversas origens (excluindo PVC), escalada de pneus reaproveitados e rede de cordas recicladas, placas de fibras vegetais e resinas de PET recicladas pós-consumo.

O diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, destaca que neste ano, será lançado durante o evento o projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, com patrocínio do Bradesco Cartões, da Natura e da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Trata-se de um veículo, totalmente adaptado, com palco para manifestações artísticas de temática socioambiental, que percorrerá mais de 40 cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste promovendo em cada um destes locais atividades de conscientização, mobilização e educação sobre a importância da Mata Atlântica. Os resultados do primeiro ciclo do projeto serão apresentados no Viva a Mata 2010.

O projeto terá educadores ambientais, que promoverão mostra de vídeos, atividades com escolas, plantios de mudas nativas, jogos educativos, palestras, oficinas interativas e mutirões de cidadania. “Vamos sair dos grandes centros e mostrar como todo mundo pode colaborar facilmente numa grande maratona para sensibilizar crianças e adultos”, avisa Mantovani.

Pela primeira vez, a Semana da Mata Atlântica, organizada pelo Ministério do Meio Ambiente, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, será realizada de forma integrada ao Viva a Mata, também no Parque Ibirapuera. Este evento terá parte das atividades abertas ao público e algumas reuniões fechadas, no Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera. A programação prevê a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e promoverá a discussão de estratégias para a conservação da Mata Atlântica, como mosaicos, corredores de biodiversidade, gestão compartilhada de áreas protegidas e políticas públicas para o Bioma.

Estrutura

O Viva a Mata 2009 tem sua cenografia idealizada por Nido Campolongo, que utilizará materiais reciclados e recicláveis, como anéis de papelão para construir os estandes, algumas peças de mobiliário, como balcões e mesas, além de uma oca onde acontecem as palestras. Banners, luminárias de pet pós-consumo e produtos provenientes de madeira de reflorestamento certificada serão utilizados para lounges e esculturas. A proposta de Campolongo tem por objetivo provocar no público a reflexão sobre escolhas e reutilização de materiais como alternativa de construção de eventos com valor estético e socioambientais agregados.

Mais uma vez, a ONG Pueras (Para Unir Essa Rapaziada A gente Sua) em parceria com a Cooperativa Viva Bem, realizará a coleta seletiva de todo o material reciclável antes, durante e depois do evento, além de desenvolver um trabalho de sensibilização e conscientização com os montadores, expositores e visitantes da mostra. Para esta edição, o Núcleo de Catadores do Tremembé e o Núcleo de Catadores do Tietê serão beneficiados com a verba obtida por meio da venda dos materiais recolhidos por eles mesmos no evento.

Visitas monitoradas

Os professores de escolas públicas e privadas interessados em agendar visitas monitoradas e participar de atividades práticas, podem se inscrever previamente pelo e-mail educacao@sosma.org.br ou pelo telefone (11)3055-7888 no ramal 7875. As visitas acontecem nos três dias de evento, das 9 às 17h, têm duração de uma hora, são abertas para estudantes acima de 6 anos de idade, para grupos de no máximo 42 alunos com 2 acompanhantes responsáveis. As vagas são limitadas. Os participantes das visitas (e os demais visitantes) também são convidados a participar da Sucateca montada por educadoras voluntárias da SOS Mata Atlântica.

Expositores confirmados

Entre os expositores já confirmados para os estandes temáticos estão o Instituto Maramar, a ONG Ecosurfi, Conservação Internacional, o Instituto Ambiental Vidágua, as cidades do Pólo Ecoturístico do Lagamar, a Fundação Tamar, a Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (Amane), Arte em Pneus, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema), Instituto Terra de Preservação Ambiental, Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia (IESB), Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (AQUASIS), Instituto Floresta Viva, Associação Amigos do Futuro, Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, Academia Ecofit, entre vários outros.

Mais informações pelo e-mail comunicacao@sosma.org.br, pelo site www.sosma.org.br ou pelo telefone (11) 3055-7888.

Confira a programação preliminar

Auditório Oca

Sexta-feira:
11h às 12h – Palestra – 30 anos de Atol das Rocas
12h às 13h – Palestra – Estação Ecológica de Guanabara / APA de Guapimirim
13h às 14h – Palestra – Indicadores de qualidade da água, Projeto Tietê – marco zero
14h às 15h – Apresentação dos dados do Atlas da Mata Atlântica
15h às 16h30 – Palestra – Pegada de Carbono e Programa 3Rs– Ecosfera 21
16h30 às 18h – Palestra – Mata Atlântica & Pesca

Sábado:
9h às 10h – Observação de Aves no Ibirapuera – Avistar no Viva a Mata (inscrição prévia pelo site www.avistarbrasil.com.br)
10h às 11h30 – Painel – Resultados do Programa de Incentivo às RPPNs
11h30 às 13h – Mesa redonda Educação para a conservação - Amane
13h às 14h30 – Mesa redonda Reservas Extrativistas Marinhas na costa da Mata Atlântica
14h30 às 15h30 – Palestra – Iniciativas pela Restauração da Mata Atlântica
15h30 às 16h30 – Reserva Legal na Mata Atlântica – Frente Parlamentar Ambientalista
16h30 às 17h30 – Plataforma Ambiental nos governos locais – Frente dos Vereadores 18h – Mobilização – Mata Atlântica na cidade – o problema é com você!

Domingo:
9h às 11h – Roda de conversa do Mata Atlântica vai à Escola
11h às 12h – Palestra –Projetos da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente
12h às 13h30 – Mesa redonda – Gestão participativa em unidades de conservação – Mater Natura
13h30 às 14h30 – Palestra – 25 anos da Área de Proteção Ambiental Cananéia Iguape Peruíbe
14h30 às 15h30 – Palestra e exibição de vídeo – espécies invasoras na Mata Atlântica
15h30 às 17h – Palestra Pesquisas do Instituto Butantan na Mata Atlântica, com ênfase nas ilhas do litoral
17h às 18h – Palestra – Água das Florestas Tropicais – Rede das Águas

Espaço Arena

Sexta-feira:
9h às 11h – Atividade física com Academia Ecofit
11h às 12h30 – Jogo dos Bichos
12h30 às 14h – Sucateca / Reciclagem com Voluntários SOS Mata Atlântica
14h às 15h30 – Umapaz – Aventura Ambiental no Parque Ibirapuera (inscrições pelo email cintia_kita@hotmail.com ou telefone 11 55721004)
15h30 às 17h – Apresentação de cobras e outros animais peçonhentos do Instituto Butantan
17h às 18h – Bate papo Planeta Eldorado com artistas convidados

Sábado:
9h às 11h – Atividade física com Academia Ecofit
11h30 às 13h – Roda de conversa sobre abordagem colaborativa
13h às 15h – Teatro de bonecos – Amigos da Mata – Voluntariado SOS Mata Atlântica
15h às 17h – Peça de teatro – A cigarra e a formiga – Cia Estúdio Mágico
17h às 18h – Bate papo Planeta Eldorado com artistas convidados

Domingo:
9h às 11h – Atividade física com Academia Ecofit
11h às 12h30 – Conservação e turismo: a experiência da Prainha Branca
12h30 às 14h30 – Dinâmicas com o Instituto Supereco – Salve com um abraço, bate papo com cientista e Corredores de Biodiversidade
15h às 17h – Peça de teatro – História Molhada 2 – a Aventura Continua – Cia Trem Bão -
17h às 18h – Bate papo Planeta Eldorado com artistas convidados

terça-feira, 21 de abril de 2009

CÓDIGO AMBIENTAL DE SANTA CATARINA

Enchente recente em Itajaí. O novo "Código (Anti) Ambiental" do estado é algo inexplicável.

Números, Números, Números....

106 716 367 669 pessoas já viveram no planeta Terra segundo Carl Haub, pesquisador do instituto americano Population Reference Bureau.

7 bilhões de habitantes terá o mundo às 18:16 hs do dia 18 de outubro de 2012.

6.700.000.000 de pessoas é atualmente a população da Terra.

189.990.983 é a estimativa da população brasileira para o dia 1º de julho de 2009.

6.000.000 de hectares servem à produção agrícola do Estado de Santa Catarina sendo que 32,52% pertencem a apenas 1,9% dos proprietários rurais, detentores de grandes latifúndios.

186.000 famílias é o que o governo espera regularizar nas propriedades catarinenses após a vigência do Código Ambiental.

6.052.587 habitantes havia em Santa Catarina no ano de 2008.

95.442,9 km² é a área do Estado de Santa Catarina.

45.530 hectares de Floresta Atlântica foram destruídos em Santa Catarina no período de 2000 a 2005, sendo o estado que mais degradou esta floresta no Brasil.

33.479 pessoas ficaram desalojadas e desabrigadas na enchente de 2008 no Vale do Itajaí.

168.000 hectares de matas ciliares ainda restam no Estado de Santa Catarina

26.000 propriedades irregulares de Santa Catarina em relação ao Código Florestal brasileiro deverão ser legalizadas segundo as entidades ligadas ao agronegócio após a implementação do Código Ambiental estadual.

5.564 municípios tinha o Brasil em 1º de abril de 2007.

878,4mm foi a precipitação registrada em novembro de 2008 em Blumenau segundo a Epagri/Ciram, considerada esta recorde desde que iniciaram os registros pluviométricos na região.

293 é o número de municípios em Santa Catarina.

261 pessoas nascem no planeta a cada minuto.

225 é o artigo da Constituição Brasileira que garante o meio ambiente ecologicamente equilibrado.

125 foi o número de mortos da enchente de novembro de 2008 em Santa Catarina.

90% dos agricultores de Santa Catarina vivem em pequenas propriedades.

90% das matas ciliares e de todos os rios do Vale do Itajaí estão completamente degradadas por pastagens.

89% das propriedades agrícolas catarinenses são minifúndios de até 50 hectares, representando aproximadamente 167.000 propriedades rurais distribuídas em solo catarinense.

85 % dos deslizamentos das inundações de 2008 aconteceram em áreas que foram alteradas por desmatamento.

70% da água doce disponível no planeta é utilizada na agricultura.

50 metros é a faixa de proteção das nascentes segundo o Código Florestal Brasileiro.

45,68% da extensão fundiária representam os pequenos agricultores de Santa Catarina.

31 votos a favor e sete abstenções levou a aprovação o projeto de lei do Código Ambiental de Santa Catarina

30 metros é a faixa de proteção de mata ciliar nas margens de córregos e rios que deve ser preservada segundo o Código Florestal Brasileiro.

13% foi o crescimento populacional de Santa Catarina entre os anos de 2000 a 2008.

12% da água doce do mundo é o que o Brasil possui.

10 metros é apenas a faixa de proteção de mata ciliar para as propriedades com mais de 50 hectares que exige o novo Código Ambiental de Santa Catarina.

10 também foram as audiências públicas para discutir o Código Ambiental de Santa Catarina.

7% é o que restou de Mata Atlântica no Brasil.

5 metros é a faixa de proteção de mata ciliar que exige o novo Código Ambiental de Santa Catarina, em caso de pequenas propriedades.

4,4 pessoas em média nascem por segundo no planeta Terra

3% de água doce existe no planeta sendo que apenas 1% é de água potável.

1,12% é a estimativa de crescimento da população brasileira em 2009.

1, apenas um Código Ambiental, pode comprometer o futuro de todos nós catarinenses!


Organização: Marcus Polette

sábado, 4 de abril de 2009

TABULEIRO EM XEQUE

Eu e Fernandinha numa visita à sede do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro em 2002 no Centro de visitação que foi fechado pelo atual governo retrógrado e antiecológico.

Não por acaso Santa Catarina é dos estados que mais desmatam a Mata Atlântica:

O péssimo governo Luiz Henrique da Silveira desmantelou os órgãos de fiscalização e bagunçou de vez a Fundação Estadual de Meio Ambiente;
Aprovou um Código Ambiental desastroso, claramente inconstitucional, afrontando a Lei Federal;
Não possui ainda a lei que regulamenta o Sistema Estadual de Unidades de Conservação, não possuindo RPPN estadual;
A Lei do ICMS-ecológico está engavetada há mais de 12 anos;
E agora diminuiu o tamanho do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior Unidade de Conservação de Santa Catarina, "recategorizando" partes dele para "Àrea de Proteção Ambiental", uma "APA", muito menos restritiva do que um Parque.

Uma vergonha! Santa Catarina caminha no sentido contrário às necessidades ambientais do planeta. Pior, caminha para trás!

O belo trabalho realizado no Centro de Visitação do Parque do Tabuleiro simplismente foi desativado. Meio ambiente em Santa Catarina não faz parte do programa de governo Luiz Henrique, já ganhador do título "motoserra de ouro".

Artigo do site O ECO comenta mais esse ataque covarde ao Parque que, segundo o site do proprio governo estadual, possui variada vegetação, reunindo cinco das seis composições botânicas de Santa Catarina:

Retalhando com o parque do Tabuleiro

Felipe Lobo

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (SC) recebeu, na manhã desta quinta, o golpe que faltava para perder uma fatia considerável de seus limites. E os responsáveis pelo feito, desta vez, não foram os tratores e motosserras que levaram Santa Catarina ao tricampeonato do desmatamento na Mata Atlântica, mas o governador do estado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Tudo feito com base em um projeto de lei que desejava mudar a categoria de aproximados 10% da unidade de conservação para Área de Proteção Ambiental (APA). Hoje, o político tratou de usar a caneta para sancionar a determinação aprovada pela Assembléia Legislativa.

A história da maior unidade de conservação do estado, que ocupava até as nove horas e trinta minutos deste 26 de março cerca de 90 mil hectares, começou na década de 1970. Mas sua importância ecológica vinha de muito antes e era salientada pelo padre Raulino Reitz, botânico famoso em todo o mundo e que presidia a Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) à época. Principalmente a região da planície costeira de Massiambu, onde há restingas.

“Ele sempre chamou o espaço de laboratório natural. Afinal, é lá que acontecem diversos fenômenos recentes geológicos e de formação da vegetação”, explica João de Deus Medeiros, diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Luiz Henrique da Silveira provavelmente nunca ouviu falar no padre Raulino. Afinal, a área vista pelo sacerdote como habitat de diversas espécies e inadequada para a ocupação humana é, justamente, um dos locais que perderam o status de proteção integral.

O mais curioso, no entanto, é a sua descrição no site da Fatma, órgão que aceitou passivamente a recategorização. “Na planície costeira do Massiambu pode-se observar um monumento mundial da geologia formado por cordões semicirculares arenosos da restinga”, diz um trecho do texto.

A fatia do parque começou pouco depois de sua criação. Ainda corriam os anos 1970 quando teve início um grande processo de especulação imobiliária que encheu as praias da Pinheira e do Sonho – dentro dos limites do parque – de ocupações irregulares. Na década seguinte houve uma revisão do perímetro da unidade graças à omissão do governo estadual e da prefeitura de Palhoças, município em que ela se situa. “Com isso, toda a faixa de praia tomada pelo homem, ao lado da planície de Massiambu, foi retirada da Serra do Tabuleiro”, conta Medeiros.

Convívio problemático

A população que adquiriu casas de veraneio nas praias da Pinheira e do Sonho continuava insatisfeita, já que o Ministério Público promovia ações para retirá-la. Aproveitando-se do imbróglio, Renato Sehn, dono de umapousada na ilha de Papagaio Pequeno - entre as duas praias - mobilizou a comunidade e explicou que os problemas acabariam caso toda a planície fosse retirada do parque e transformada em APA, afirmou Medeiros, do MMA, a O Eco. As residências construídas na primeira porção de terra que mudou de categoria estavam em Áreas de Preservação Permanente (APP). Era essa a reclamação do Ministério Público.

“Sehn convenceu a todos que a solução era desmembrar o Parque da Serra do Tabuleiro, mas isso não fazia sentido, uma vez que eles já estavam fora. A verdade é que ele construiu sua pousada na década de 80 dentro de uma das ilhas costeiras. Ela é que está dentro da unidade de conservação”, diz o diretor do MMA.

O novo mosaico do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, assinado hoje pelo governador, é uma cópia da proposta de Sehn e sua equipe.

Durante o processo, a Fatma chegou a contratar uma consultoria com recursos do banco alemão KFW (que deveriam ser usados em melhorias da unidade de conservação) para analisar o pedido. Ao notar que o corpo técnico caminhava para uma solução final que não o interessava, Sehn encaminhou o projeto de lei que achava mais adequado. Foi este o aprovado pela Assembléia e por Luiz Henrique da Silveira, provavelmente encantado com as possibilidades econômicas que virão nas entrelinhas da recategorização.

A partir de agora, o Ministério Público está estudando a extensão das alterações e se houve mudanças substanciais entre o projeto de lei que foi apresentado em consultas públicas e aquele que entrou em vigor. À frente do caso estão o doutor Luis Eduardo Couto, promotor de justiça de Florianópolis e chefe do Centro de Apoio Operacional do meio Ambiente, e a Coordenadoria de Controle da Constitucionalidade.

Há, por enquanto, apenas uma certeza: a Fatma terá de atualizar o seu site. Lá, encontra-se o seguinte texto: “Dentre os onze habitats principais identificados num estudo recente realizado pelo Banco Mundial/Fundo Mundial para a Natureza (WWF) para a América Latina e o caribe (LAC), cinco deles ocorrem no Parque: florestas tropicais úmidas de folhas largas, florestas tropicais de coníferas, restingas, campos de altitude e manguezais”. A partir de hoje, isso é apenas meia verdade.

Procurado pela reportagem, o órgão ambiental de Santa Catarina não retornou as ligações. Até o fechamento desta matéria, Renato Sehn não havia sido localizado. Em 27 de março, dia seguinte à publicação da mesma, foi encontrado, mas não quis se pronunciar por telefone sobre o assunto.

* LEIA TAMBÉM ARTIGO NO BLOG CHRIS LONTRA

segunda-feira, 30 de março de 2009

REVISTA HORIZONTE GEOGRÁFICO

Reportagem da bela revista HORIZONTE GEOGRÁFICO retrata a importância das RPPNs para a proteção dos remanescentes da Mata Atlântica.

Esta floresta tem dono

Mais de 80% dos fragmentos que ainda restam da mata atlântica estão nas mãos de particulares. Depende deles a conservação desse bioma, um dos mais ameaçados do planeta.

Texto: Dimas Marques



Micos-leões-dourados em Poço das Antas: sobrevivência do animal depende da área de floresta disponívelQuilômetro 214 da BR-101. Estamos em Silva Jardim, município fluminense com 21 mil habitantes que começa a se destacar pela mobilização de sua comunidade para conservar as florestas. Ao lado da rodovia, junto à base de fiscalização da Reserva Biológica de Poço das Antas, fica a sede da Associação Mico-Leão-Dourado, entidade reconhecida internacionalmente por seus esforços para salvar da extinção o pequeno primata símbolo da Mata Atlântica. Silva Jardim é o campeão nacional em número de reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs). São 16 propriedades com flora e fauna preservadas, destinadas a integrar o sistema de unidades de conservação do país.

O título de campeão das RPPNs não é por acaso. Justamente pelo fato de tantas pesquisas terem sido desenvolvidas nos últimos 20 anos para evitar o desaparecimento do mico-leão-dourado é que agora a associação investe em incentivos à criação dessas propriedades. “A passagem do estudo do animal para um trabalho de mobilização social visando a manutenção e ampliação do seu hábitat se deu naturalmente”, explica a secretária-geral da ONG, Denise Rambaldi. Atualmente, ela dedica boa parte do seu tempo a convencer os proprietários de terras da região a conectar os fragmentos de florestas destinados aos micos.

Confira a reportagem completa na edição 122. Já nas bancas.





domingo, 22 de março de 2009

Resultado do VII Edital do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica

O Programa de Incentivo às RPPN da Mata Atlântica apoia o Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras - VEJA AQUI!.


Resultado do VII Edital do Programa de RPPNs


Neste ano foram selecionadas propostas de 13 estados, contemplando um total de 58 reservas: 43 novas RPPNs e 15 para elaboração de plano de manejo.

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) da Mata Atlântica, coordenado pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (uma parceria entre as ONGs Fundação SOS Mata Atlântica e Conservação Internacional) e a The Nature Conservancy (TNC), traz o resultado do seu VII Edital, que destinará R$ 500 mil aos 43 projetos selecionados que irão apoiar a criação de 43 novas RPPNs, e a elaboração do plano de manejo de 15 Reservas já existentes. “O resultado do Edital mais uma vez surpreende: tivemos um acréscimo de 50% no número de propostas recebidas em relação ao ano passado. Esta edição tem ainda uma característica especial, pois, pela primeira vez, o edital esteve aberto para todo o Bioma para atender a demanda no território da Mata Atlântica e verificar o interesse dos proprietários de terra das outras regiões. O resultado foi excelente, recebemos 148 propostas e, destas, 43 foram aprovadas”, explica Erika Guimarães, coordenadora da Aliança para a Conservação da Mata Atlântica e do Programa de Incentivo às RPPNs. Os recursos são provenientes do Bradesco Cartões, Bradesco Capitalização, TNC e da parceria inédita com o Fundo de Conservação da Mata Atlântica - Funbio/KfW.

Os projetos selecionados neste edital abrangem os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Ceará, Sergipe e Alagoas. As propriedades contempladas no edital devem ampliar em 3.760 hectares as áreas protegidas por meio da criação das novas reservas e apoiar o plano de manejo de 8.387 hectares em RPPNs já existentes na floresta mais ameaçada do País. As reservas privadas são extremamente importantes para o estabelecimento dos corredores de biodiversidade, pois contribuem para a reconexão dos blocos isolados de floresta.

O incentivo à formação de corredores de biodiversidade é uma estratégia de conservação utilizada desde o início do programa para a proteção da biodiversidade em diferentes escalas, buscando a representação de diferentes ecossistemas, o manejo integrado da rede de unidades de conservação, contribuindo para manter ou incrementar a conectividade da paisagem. As estimativas indicam que, se adequadamente manejados, esses corredores podem, coletivamente, proteger 75% das espécies ameaçadas da Mata Atlântica.
"A resposta ao edital indica que a sociedade brasileira tem um grande potencial e interesse em contribuir para a conservação da Mata Atlântica. Os resultados obtidos mostram que a ampliação da área contemplada pelo programa foi uma decisão acertada. E isso determinou um processo mais competitivo pelos recursos e permitiu que novas regiões também estratégicas para a conservação da biodiversidade, onde antes não atuávamos, como as florestas estacionais de Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais, pudessem ser beneficiadas pelo programa", conclui Monica Fonseca, especialista em áreas protegidas da CI-Brasil.
De acordo com o diretor do programa de Conservação da Mata Atlântica da TNC, Miguel Calmon, “o aumento do interesse e número de propostas aprovadas nesse edital demonstra mais uma vez a importância e o compromisso dos proprietários privados na conservação da Mata Atlântica. Fazer parte desse importante programa e desta parceria tem sido muito gratificante para a The Nature Conservancy”.

”Em nossa parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW um dos principais objetivos é fortalecer o sistema de áreas protegidas da Mata Atlântica. Acreditamos que viabilizar a abertura do edital para todo o bioma certamente faz diferença nesse contexto. O apoio ao Programa de Incentivo às RPPNs foi também uma ótima oportunidade para conhecer mais de perto os desafios e o potencial desse tipo de unidade de conservação” avalia Erika Polverari, gestora do Funbio responsável pelo Fundo de Conservação da Mata Atlântica - Funbio/KfW.

O Programa tem contribuído para aumentar em quase 50% o número de RPPNs no Bioma, mostrando, por um lado, o interesse de proprietários de terra com a conservação e, por outro, o grande potencial dessa categoria de Unidades de Conservação para fortalecer as políticas de proteção da Mata Atlântica.

Propostas selecionadas pelo VII Edital:

Criação individual:

RPPN Nhandara Guaricana RPPN dos Guaribus
RPPN Dutra e Pimenta
RPPN Muriqui
RPPN Fazenda Sossego do Arrebol
RPPN Paulino Veloso Camelo
RPPN Passarim Oxum
RPPN Morro da Lucrécia/ Dona Benta e Seu Caboclo
RPPN das Cachoeiras
RPPN Sertão do Pantanal
RPPN Boa Vista
RPPN Pedra do Baú
RPPN Fazenda Flora Real
RPPN Sítio São Jorge
RPPN Fazenda das Palmeiras
RPPN Verbicaro
RPPN Pinhão Assado
RPPN Nascentes do Aiuruoca
RPPN Sítio Bacus
RPPN Reserva do Açude
RPPN Victor Emanuel
RPPN Garganta do Registro

Em conjunto:

RPPN Cabeceiras do Rio Itajaí - terreno A
RPPN Cabeceiras do Rio Itajaí - terreno B
RPPN Fazenda Curió
RPPN Fazenda Montenegro
RPPN Fazenda Jacumirim
RPPN Fazenda Queimadas
RPPN Fazenda Fragoso
RPPN Irmãs Grimm
RPPN Serra do Lucindo
RPPN Fazenda Santa Cruz
RPPN Santa Luzia II
RPPN Fazenda Mangabeiras
RPPN Fazenda Renascer
RPPN Château das Borboletas
RPPN Quinta dos Cedros
RPPN Estância do Atash
RPPN Rancho Chapadão
RPPN Fazenda João de Baixo
RPPN Sítio Duas Barras
RPPN Agropecuária Guapiaçu

Plano de Manejo:

RPPN Caetezal
RPPN Cabeceira do Mimoso
RPPN Feliciano Miguel Abdala
RPPN Mata do Sossego
RPPN Fazenda Bom Retiro
RPPN Fazenda Bulcão
RPPN Estância Manacá
RPPN Sítio Palmeiras
RPPN Serra da Pacavira
RPPN Rancho Meu I e II
RPPN Chácara Edith
RPPN Maragato
RPPN Alto da Boa Vista I e II


Sobre o Programa:

A iniciativa foi lançada em 2003, com recursos do CEPF (Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos) e do Bradesco Cartões, para apoiar projetos de criação e gestão de RPPNs nos Corredores da Serra do Mar e Corredor Central da Mata Atlântica. Os projetos são apoiados por meio de editais lançados periodicamente e esta foi a primeira linha de financiamento no Brasil a atuar diretamente em projetos de proprietários de reservas (pessoa física), com o mínimo de burocracia.

Em 2006, a parceria foi estendida à The Nature Conservancy (TNC) e passou a contar também com patrocínio do Bradesco Capitalização, o que permitiu ao Programa ampliar sua área de atuação para o Corredor do Nordeste e a Ecorregião Floresta com Araucária, além do lançamento de uma nova linha de financiamento de projetos por meio de Demanda Espontânea. “A parceria nasceu da necessidade de integrar os esforços de conservação em terras privadas que já vinham sendo desenvolvidos pelas três instituições e aumentar a escala e efetividade de conservação num dos biomas mais importantes do mundo. Decidimos então focar os esforços no aumento do número das RPPNs, mas também na capacitação e fortalecimento dos principais atores envolvidos em conservação de terras privadas, buscando instrumentos econômicos e políticas públicas para garantir a sustentabilidade das RPPNs”, afirma Miguel Calmon, responsável pelo Programa de Conservação da Mata Atlântica da TNC.

O tamanho médio das RPPNs é bastante reduzido nesse Bioma, já que mais da metade (54%) tem áreas menores que 100 hectares. Mas, juntas, as quase 500 RPPNs decretadas até 2007 no Bioma cobrem mais de 100 mil hectares, representando uma chance única de engajamento no processo de conservação em terras privadas. As RPPNs são importantes também para proteger o entorno de unidades públicas como parques e reservas biológicas, reduzindo a pressão externa, além de contribuir para a conservação de inúmeras espécies ameaçadas de extinção da Mata Atlântica como o mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o papagio-chauá (Amazona rhodocoryta), entre outras.
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Sobre a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica e a TNC:


A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica nasceu em 1999, quando a Fundação SOS Mata Atlântica e a Conservação Internacional (CI-Brasil) firmaram essa parceria como forma de aumentar a escala e potencializar suas atuações a favor do Bioma. A principal missão da Aliança é contribuir para o fortalecimento do sistema de áreas protegidas na Mata Atlântica, reverter a perda de biodiversidade e estabelecer uma estratégia de comunicação e educação que contribua com os desafios de conservação. Em 2006, a ONG The Nature Conservancy (TNC) passa a ser parceira da Aliança no Programa de RPPNs, expandindo as ações em favor das reservas particulares, aumentando a área abrangida originalmente, a escala de trabalho, os investimentos e resultados para a conservação da Mata Atlântica.

domingo, 1 de março de 2009

INSTITUTO TERRA E A RPPN DO SEBASTIÃO SALGADO


Uma RPPN diferente, criada não onde existe uma mata, mas onde uma floresta está nascendo: O renomado fotógrafo Sebastião Salgado e sua esposa Lélia Wanick apostaram na idéia de recuperar um local que mais parecia o solo lunar, de tão devastado e árido.
A reportagem do Globo Rural mostra a experiência do renascimento da Mata Atlântica na Fazenda Bulcão e do trabalho do Instituto Terra. E Sebastião Salgado setencia sobre a humanidade: "...caminhamos contra a parede..." e Lélia complementa: "...os seres humanos não farão a mínima falta para o planeta..."


A fazenda, que chegou a ter 1,2 mil cabeças de gado, onde só havia pasto, aos poucos está virando floresta Atlântica. A Fazenda Bulcão, que fica em Aimorés, Minas Gerais, na divisa com o Espírito Santo, foi transformada num instituto que leva o nome do nosso planeta: Terra.

Quanto tempo é necessário para derrubar uma floresta? Hoje em dia, com equipamentos cada vez mais eficazes, isso é questão de semanas ou dias. E quanto tempo precisa para formar uma floresta em lugares onde árvore é só uma lembrança? Aí, o tempo se mede em décadas, ou séculos. Mas os primeiros resultados podem ser visíveis bem mais cedo.

Até 1998, a paisagem na fazenda Bulcão era de grandes pastos, solo degradado, erosão. Hoje o visual é bem diferente. A mudança na paisagem veio do sonho da arquiteta Lélia Wanick e do fotógrafo Sebastião Salgado.

Quem não gostou muito foi o antigo dono das terras. O seu Sebastião, pai do Sebastião fotógrafo, passou a vida substituindo floresta por pasto para criar gado. Jamais poderia imaginar que o filho seguiria o caminho inverso: acabar com o gado e o pasto para replantar árvores. “O meu pai achava que era uma coisa completamente sem sentido usar uma terra, que ele achava que a gente até podia viver dela, transformar numa floresta. E mais: que nós não somos ricos. A gente gastando o pouco de reserva que a gente tinha para iniciar esse projeto e o pessoal da cidade não acreditava, ficava grupinho de fazendeiro rindo da gente, achando que a gente estava fazendo uma loucura.”

O primeiro passo rumo ao sonho: transformar a fazenda degradada em floresta. E criaram uma RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural. Assim surgiu o Instituto Terra, uma associação civil, sem fins lucrativos, voltada para a preservação do meio ambiente. “Na verdade, a gente tinha uma idéia e foi regando essa idéia e isso foi se transformando num ideal, com as pessoas junto, numa planta imensa”, diz o casal.

No berçário da floresta há mudas de árvores nativas como o jequitibá, pau-brasil, paracaju e café-do-mato. Quanto maior a variedade melhor, já que a idéia é reconstituir a Mata Atlântica, uma das florestas com a maior biodiversidade do planeta.

Mais tarde, o plantio no campo deve seguir princípios ecológicos bem definidos. Numa floresta, as primeiras espécies a surgir são as pioneiras, árvores que precisam de muita luz, crescem rápido e fazem a sombra necessária para as espécies seguintes, as secundárias. Por último vêm as chamadas "espécies clímax". Essas são as mais altas da floresta.

Na área onde o plantio é recente dá para observar bem o espaçamento. “Nós trabalhamos com 2 X 2. Dá quatros metros quadrados por planta, que daria 2.300 a 2.500 plantas por hectare. Em via de regra nós trabalhamos com 60% de espécies pioneiras, com 30% a 35% de espécies secundárias e de 5% a 10% de espécies clímax. O custo está girando em torno de R$ 7 mil por hectare”.

Hoje, dos 710 hectares da fazenda metade já recebeu novas mudas. O manejo procura sempre associar a recuperação da floresta com algum ganho para o agricultor. Isso para estimular a preservação. É o que acontece na área onde não existiu plantio nenhum.

“Essa capoeira estava muito infestada de cipós, taquaras e espécies pioneiras, que estavam dominando e colocando essa capoeira em degeneração. Então, nós estamos fazendo um manejo que consiste não em eliminar indivíduos, mas fazendo desramas, tirando os ramos dos indivíduos que estão em excesso, competindo na própria planta. O fruto dessa desrama é a lenha. Nós tiramos de dentro da mata para poder mensurar, que era um serviço que o produtor poderia fazer, beneficiando a floresta, aumentando a diversidade e obtendo um produto que é a lenha”, revela Jaeder.

O plantio, no Instituto Terra, não é só de mudas. No lugar também se plantam idéias. Os alunos do centro de estudos avançados do Instituto Terra são jovens técnicos agrícolas que buscam especialização em meio ambiente.

A maioria aqui vem de família rural. Daniel veio de Ipanema, Minas. Ele é da primeira turma de alunos e terminado o curso foi contratado para trabalhar no viveiro de mudas.

O rapaz, que deveria levar seus conhecimentos para ajudar o pai na criação de gado de leite, acabou virando plantador de árvores.

“Gera conflito dentro da própria casa e eu que estou aqui fora porque o meu avô, até mesmo meu pai e minha mãe, vão precisar de madeira e, muitas vezes, em vez de trabalhar sustentavelmente acabam cortando árvores pra fazer cerca, pra fazer construção civil mesmo”, disse Daniel.

Oitenta por cento dos recursos que mantêm o instituto vem do exterior. É um investimento que mudou a vida de muita gente. O jardineiro Manoel Bernardo Lopes já foi o vaqueiro Manoel, nos tempos do velho Sebastião Salgado. “No início a gente estranhou porque a gente já tinha até mesmo pego amor pelas criações. Então, para ver ir todo mundo embora ficou meio estranho. Não passa sem doer um pouco o coração. Agora eu tenho o amor nas plantas, e até mais ainda”, revela.

O curral onde seu Manoel passava a maior parte do tempo está bem mudado, quase não se percebe que é o mesmo lugar. Ele cuida das plantas do jardim como se fossem dele. Afinal, o jardim fica mesmo na porta da sua casa. Ele é o único funcionário que mora dentro da área do instituto. Ele e dona Rita Lopes participaram das primeiras conversas de Lélia e Sebastião sobre a necessidade de recuperar a natureza. “Eu não sabia desse perigo de acabar a água. Eu vivia aqui e não pensava nisso. Então, quando ele falou: ‘Rita, o lugar que tem mais água doce no mundo é o Brasil e ela está lá no Amazonas. É o lugar que tem mais água. E a água está acabando. Então nós precisamos acudir essas nascentes’. Eu acreditei que ia dar certo porque ele falou: ‘Rita, vai demorar dez anos’. Porque se ele falasse daqui a uma semana está pronto, aí era uma fantasia. Mas ele falou: daqui a dez anos nós temos mata de satisfazer o olho da gente”.

E demorou até menos. Há árvores com até 12 metros de altura na primeira área reflorestada na fazenda. Com exceção de algumas perobas mais antigas, todas as árvores foram plantadas pelo homem. Hoje a mata não precisa mais de manejo, já tem regeneração natural e até uma nascente voltou a brotar. À sombra destas árvores fica até difícil imaginar que tudo isso um dia já foi pasto.

ASSISTA A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA EM DUAS PARTES:





Parte II:




terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

NEVE EM PINDA: UMA GELADA!

Pico do Itapeva: Imagem de uma chuva torrencial nos seus arredores: lugar de neve?

No ano passado o Pitacos já tinha comentado aqui a idéia insana de um mega projeto turístico de esqui em neve artificial em área de proteção permanente (APP) no alto da Serra da Mantiqueira, em Pindamonhangaba - LEIA AQUI!

O que mais chama a atenção nessa história toda é a serventia (para não dizer "babação") da maior parte da imprensa, das autoridades e de boa parte da opinião pública em achar que um investimento de 38 milhões de reais em uma área de 3 milhões de metros quadrados no pico do Itapeva vai ser necessariamente bom.

O modelo realmente existe em outros países e o empresário diz que vai implantar o projeto num local bem próximo ao Capivari, em Campos do Jordão (logo abaixo da represa do Itapeva). Porém existe um "pequenino" problema: O local é uma Área de Preservação Permanente em "topo de morro"(LEI 4771/65, artigo 2°, alínea "d"), além da vegetação existente ser campos de altitude, ou seja, não vai ser tão fácil assim de conseguir o licenciamento, aliás, alguns profissionais da área ambiental dizem que é "praticamente impossível" neste local.


Pior ainda, o empresário colocou a venda ingressos e quase todos foram vendidos para inauguração em maio próximo, sendo que sequer ele tinha o processo de licenciamento protocolado (hoje está na página principal do SITE SKICLUB que a "inauguração foi adiada devido à crise mundial e seus reflexos já visíveis aqui no Brasil"). Aí fica a pergunta: como uma empresa coloca a venda uma coisa que não existe de fato?


PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

Alguém já procurou saber de onde vem todo esse dinheiro?
É moral a prefeitura de Pinda negociar a concessão de incentivos fiscais para esse negócio?
Realmente vai gerar 1000 empregos diretos e outros mil indiretos como divulgado?
Por que quando se noticia o empreendimento mostram fotos de outros países e não mostram imagens do local das obras?
Já fizeram estudos de impacto ambiental?

Agora uma matéria publicada no site camposdojordao.com mostra que o oba-oba cantarolado por muitos pode ser uma imensa roubada, ou melhor ainda, como diz a chamada abaixo: Uma bela de uma gelada!

Pista de esqui pode ser uma gelada

Nas últimas semanas, a mídia regional, os grandes diários e até telejornais com alcance nacional se apressaram a veicular a notícia de que o Pico do Itapeva irá abrigar pistas de esqui permanentes, acompanhado por uma estrutura que prevê shopping com 20 mil m² de construção e estacionamento para quatro mil carros. Há até data para a inauguração das pistas: 15 de maio de 2009. Ingressos foram colocados à venda ao preço de R$ 300,00 para a alta temporada e de R$ 230,00 para a época de baixo movimento.

Ocorre que as encostas às margens do Pico fazem parte da APA da Serra da Mantiqueira, e as leis são particularmente severas com as intervenções no meio ambiente da região. Além da questão do topo de morro, o projeto envolvendo as pistas prevê a supressão dos campos de altitude, para o plantio de grama – algo que a legislação não permite.
O idealizador do projeto, André Meyer Pflug afirma que requereu a licença ambiental. O Ibama negou que houvesse sido protocolado algum pedido de licenciamento referentes às pistas de esqui. Já o DEPRN informou que o órgão não conta com nenhum protocolo que faça menção à Skiclub – nome do empreendimento.

Licenciamento Demora Seis Meses

Todas as pessoas ouvidas pela reportagem se mostraram surpresas, ao saber que o empresário André Pflug marcou o início das operações para maio. Conforme os especialistas da área, esse tipo de licenciamento costuma demorar pelo menos seis meses.

O secretário da Integração e Meio Ambiente de Pinda, Carlos Marcondes, afirmou que aguarda a apresentação da licença, para que a prefeitura autorize o andamento do projeto.
O escritório central do DEPRN em São Paulo informou que irá verificar se há algum pedido de licenciamento para as pistas. “Com o nome Skiclub não tem”, informou o assessor de imprensa Nilton Miúra. A pesquisa se estenderá à CETESB e ao DAIA (Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental).
O escritório do Ibama em Caraguatatuba, ao qual está circunscrito o Pico do Itapeva, informou que não foi feito nenhum pedido de licenciamento para a região, que envolvesse pistas de esqui. O analista ambiental no Ibama de São Paulo, Carlos Schneider, também negou que a unidade tivesse recebido algum pedido de licença para o Pico. Ele também explicou que um licenciamento envolvendo pistas de esqui compete ao DEPRN.
Em entrevista à Folha Online, André Pflug assinalou que aguardava a autorização de órgãos como Ibama.“O Ibama cuida de licenciamentos que englobem ferrovias, hidreelétricas, usinas nucleares e casos que envolvam reservas indígenas”, esclareceu o analista Carlos Schneider.

Seguro para Indenizar

A reportagem perguntou ao empresário André Pflug se não poderia conversar com os profissionais do escritório que o estaria assessorando com o licenciamento. “Não porque se trata de algo sigiloso”, respondeu. Da mesma forma, o empresário disse que não poderia revelar de imediato o número do protocolo, referente à licença ambiental. Ele destacou ainda que tão logo a licença saísse, isso seria informado no site da empresa (http://www.skiclub.com.br/).

Indagado quanto a solução que daria às pessoas que já compraram os ingressos, caso as pistas não fiquem prontas até o feriado de Corpus Christi, André disse que fez um seguro que garante a indenização dos compradores, para o caso de haver algum imprevisto.

Fonte: http://www.camposdojordao.com

VEJA ABAIXO ENTREVISTA COM O EMPRESÁRIO ANDRÉ MEYER PFLUG