sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

VII EDITAL DO PROGRAMA DE INCENTIVO ÀS RPPN DA MATA ATLÂNTICA



PROGRAMA DE INCENTIVO ÀS RPPNS DA MATA ATLÂNTICA ABRE INSCRIÇÃO PARA VII EDITAL DE PROJETOS, PRIMEIRO A ENGLOBAR TODA A MATA ATLÂNTICA

Com recursos de Funbio/KfW, TNC e Bradesco Cartões, iniciativa destina R$ 500 mil para criação e gestão de reservas particulares

Acesse aqui a íntegra do edital


O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy (TNC), está com inscrições abertas para seu VII Edital de projetos, pela primeira vez englobando toda a Mata Atlântica. Um total de R$ 500 mil, compostos com recursos do Bradesco Cartões, da TNC e da parceria inédita com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o banco alemão KfW, será destinado para criação individual, em conjunto ou para projetos de elaboração e implementação de Planos de Manejo. As propostas devem ser encaminhadas por correio até o dia 16 de fevereiro. Desde o primeiro edital, o programa já beneficiou 172 projetos, num total de 260 RPPNs em processo de criação que protegem mais de 16 mil hectares em áreas de remanescente chave para a conservação da Mata Atlântica. O número total de RPPNs na Mata Atlântica é de 565.

O lançamento do Edital vem acompanhado de algumas novidades. Pela primeira vez, apoiará os proprietários de terras em todo o bioma Mata Atlântica: 3.276 municípios e 1.300.000 km2. “Esse edital vai representar uma boa oportunidade para regiões que nunca foram beneficiadas pelo Programa, agregando novos proprietários à causa da conservação privada. Vamos poder mapear o interesse dos proprietários de outras regiões, além dos corredores de biodiversidade já contemplados nos editais anteriores”. É o que espera Érika Guimarães, coordenadora do Programa, o qual tem contribuído para aumentar em quase 50% o número de RPPNs no bioma, mostrando, por um lado, o interesse de proprietários de terra em conservação e, por outro, o grande potencial dessa categoria de Unidade de Conservação para o fortalecimento de políticas de proteção da Mata Atlântica.

Parte da verba que será destinada aos projetos, de R$ 500 mil, é oriunda de uma doação feita no final de 2008, pelo Ministério do Meio Ambiente alemão, através do banco KfW, para o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) no valor de € 2 milhões (cerca de R$ 6,5 milhões) a serem destinados a projetos de conservação da Mata Atlântica. “Esses são os primeiros recursos disponibilizados pelo Fundo de Conservação da Mata Atlântica - Funbio/KfW, e destinam-se a uma série de ações de conservação no bioma, como apoio ao combate de incêndios florestais em unidades de conservação federais.”, destaca Pedro Leitão, secretário geral do Funbio. “Esta parceria traz um novo e importante fôlego para o Programa, aumentando a escala e possibilitando valorizar a iniciativa dos proprietários que encaram o desafio da conservação. Esperamos que mais e mais empresas e órgãos de financiamento venham participar desta rede.”, comenta Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da SOS Mata Atlântica.

Os projetos selecionados receberão até R$ 8 mil para criação individual, até R$ 25 mil para criação em conjunto e para elaboração e implementação de planos de manejo (categoria que pelo segundo ano é incluída no Programa).

Histórico:

Desde o seu início, o Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica focou os corredores de biodiversidade – Corredor da Serra do Mar, Central da Mata Atlântica, do Nordeste e Ecorregião Florestas com Araucária - como alvo inicial de investimentos. Eles são uma estratégia de conservação utilizada para a proteção da biodiversidade em diferentes escalas, mas com enfoque regional, buscando o manejo integrado da rede de unidades de conservação, contribuindo para manter ou incrementar a conectividade da paisagem. As estimativas indicam que, se adequadamente manejados, esses corredores podem, coletivamente, proteger 75% das espécies ameaçadas da Mata Atlântica.

As RPPNs são importantes para proteger o entorno de unidades públicas como parques e reservas biológicas, reduzindo a pressão externa e contribuindo para a conservação de inúmeras espécies ameaçadas de extinção da Mata Atlântica como o mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o papagaio-chauá (Amazona rhodocoryta), entre outras. Dessa maneira, é fundamental a participação dos proprietários de terra na proteção do nosso patrimônio natural.

Pensando nisso, foi lançado em 2003 o Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica, com recursos do CEPF (Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos) e do Bradesco Cartões, para apoiar projetos de criação e gestão de RPPNs nos Corredores da Serra do Mar e Corredor Central da Mata Atlântica. Os projetos são apoiados por meio de editais lançados periodicamente e esta foi a primeira linha de financiamento no Brasil a atuar diretamente em projetos de proprietários de reservas (pessoa física), com o mínimo de burocracia.

Em 2006, a parceria foi estendida à The Nature Conservancy (TNC) e passou a contar também com patrocínio do Bradesco Capitalização, o que permitiu que o Programa ampliasse sua área de atuação para o Corredor do Nordeste e a Ecorregião Floresta com Araucária, além do lançamento de uma nova linha de financiamento de projetos por meio de Demanda Espontânea.

SERVIÇO:

As propostas e os documentos necessários para análise devem ser encaminhados impreterivelmente até 16 de fevereiro de 2009 (data de postagem no correio) para:

Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica
Aos cuidados de Erika Guimarães
Rua Manoel da Nóbrega, 456
04001-001 – São Paulo - SP

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

BELA INICIATIVA!

De fogão a roupinhas de bebê, Um grupo de paulistanos usa a internet para doar e receber objetos em uma rede que supre necessidades, mas também diminui o desperdício e o consumismo.



Rosângela Braga, 36, com a filha recém-nascida, Marina, com 17 dias - Beatriz Toledo/Folha Imagem


TROCA-TROCA VIRTUAL
por Ocimara Balmant

Marina Braga Gentile nasceu há 17 dias no Hospital Metropolitano, na Pompéia. Para enfrentar o inverno paulistano, a menina, de 50 cm e 4 kg, saiu da maternidade vestida com casaquinho e sapatinhos de lã. O modelito, novinho em folha, foi presente de desconhecido, via internet. E, atenção, não foi caridade!

A mãe de Marina, a psicóloga Rosângela Braga, 36, participa da Freecycle (www.freecycle.org), rede que reúne internautas doadores e receptores de tudo o que se imagina. Pode ser livro, gato, equipamento odontológico e até piano. "Arrumei todas as roupinhas e vi que faltavam peças de lã. Não pensei duas vezes. Postei o pedido no site e umas dez pessoas se propuseram", conta a psicóloga, que, pela primeira vez, é receptora. Desde que soube da iniciativa, há cerca de um ano, Rosângela já doou computador, disquetes, sapatos e livros. "Vi que um americano doou até a casa. Quis participar também e comecei pelo que estava sobrando no meu apartamento. Agora, chegou a minha vez de pedir. Recebi mais do que esperava e muito rapidamente", relata.

No mundo todo, a Freecycle reúne cinco milhões de pessoas em mais de 80 países. Mas a idéia do que se chama "economia da doação" surgiu despretensiosa, em 2003, no Arizona, EUA. Deron Beal, o fundador, trabalhava para um grupo ambientalista que buscava manter bens utilizáveis fora de aterros sanitários. Um dia, a instituição quis doar materiais de escritório de que não precisava mais, e Beal teve dificuldade em encontrar, com rapidez, alguém que precisasse.

Foi quando percebeu que, se pudesse postar a oferta em uma lista de e-mail, economizaria tempo. Nascia a organização que, hoje, recebe 30 mil novos membros a cada semana. O esquema de funcionamento é simples: o usuário entra no site e se cadastra no grupo da cidade em que mora, para facilitar a troca de informações e a entrega dos objetos. Depois, é só postar os pedidos e doações.

No Brasil, a rede ainda é pequena. Além do grupo de São Paulo, o maior, com 650 membros e pouco mais de dois anos de existência, há apenas outros sete no país. O antropólogo Guilherme Falleiros, 31, é um dos moderadores da lista paulistana. Assim que descobriu o grupo americano, entrou em contato com os organizadores e recebeu permissão para abrir uma "filial" na capital paulista, a primeira do Brasil. "Me interessei porque a Freecycle possibilita uma solidariedade que não se baseia na caridade, que pressupõe uma desigualdade. Aqui não: doadores e recebedores se confundem, se alternam. E sem que haja troca", diz.

Há um mês, Guilherme saiu de sua casa em Santo André e foi buscar um gatinho que estava sendo doado na Vila Prudente, na zona leste. Foi sua primeira participação. A atividade do moderador se resume a aprovar ou não as mensagens que são enviadas para a lista. Só são censuradas ofertas que citam valores ou que propõem troca. Fora isso, não há registro formal dos itens que são doados ou aceitos e nenhuma barreira à participação de qualquer pessoa.

Sem explicações

Foi exatamente essa "falta de questionamento" que motivou Rosângela. Ela diz que, assim que pediu as roupinhas para o seu bebê, as únicas perguntas que recebeu, também por e-mail, foram quanto ao sexo da criança e a época do nascimento, além dos votos de "boa sorte no parto". "Ninguém me perguntou por que eu queria os casaquinhos, como é minha vida ou com o que trabalho", conta.

Quem participa diz que as indagações são mesmo dispensáveis, já que a idéia não é fazer caridade. "O que faço é por ideologia, pela proposta do não-desperdício. Isso é o que importa", diz o advogado André Graça, 30, membro há seis meses. Há três semanas, ele doou uma lavadora de alta pressão. Assim que postou a oferta, oito pessoas se manifestaram. O receptor foi um morador de Osasco, que André nem chegou a conhecer. "Agendamos a data, e ele veio buscar. Eu não estava. Foi a diarista que entregou." É o segundo objeto que o advogado doa. O primeiro foi um armário.

O designer Maurício de Sousa, 32, também participa pela segunda vez. Mas ele ainda não doou nada. Só recebeu. Assim que se cadastrou, há um mês, ele viu que alguém oferecia um hub (equipamento de informática). Respondeu rapidamente o e-mail, saiu de sua casa em São Bernardo do Campo e foi até Pinheiros buscar a peça. Na última semana, o site possibilitou que Maurício realizasse o antigo sonho de montar um curso de fotografia. Ele pediu equipamentos fotográficos antigos ou com defeitos, coisa que, com a era digital, muita gente deixou de usar. Duas pessoas responderam à solicitação, e o designer já conseguiu angariar quatro câmeras e um tripé.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

VAI "NEVAR" EM PINDA!

Vista do Vale do Paraíba a partir de São José dos Alpes, na Serra da Mantiqueira e avistando do outro lado a Serra do Mar. (foto Panoramio).

A notícia por si só já me chamou a atenção, já que dizia na chamada que cidade do interior de São Paulo vai ter pista de esqui na neve.

Quando fui ler, a surpresa: Pinda, minha terra natal era a tal cidade! E mais ainda, próximo ao pico do Itapeva, quinta elevação mais alta do país e local que frequentei muito na adolescência, quando acampava com amigos em São José dos Alpes, em um local que considerava meio mágico, pelo silêncio, pelo contato com a natureza, com a proximidade do céu em noites estreladas que jamais esquecerei e com direito a uma vista deslumbrante do Vale do Paraíba. E do alto da Serra da Mantiqueira avistava a Serra do Mar com as cidades do Vale acompanhando o traçado preguiçoso do rio Paraíba do Sul.

Agora fico pensando como pode haver naquele local um estacionamento para quatro mil vagas e 20 mil metros quadrados de "prédios", como diz a matéria abaixo.
Com o perdão do trocadilho, mas tomara não seja "uma fria" para a natureza.
Fica a torcida por um empreendimento que respeite verdadeiramente o meio ambiente, com todos os cuidados com a Mata Atlântica e com um lugar tão especial e inspirador.



Pista de esqui no exterior serve de inspiração para o empreendimento em Pindamonhangaba (Foto: Divulgação)

Interior de SP terá estação de esqui com neve artificial

Serão usadas 5 máquinas capazes de produzir toneladas de gelo por dia.
Previsão é que empreendimento comece a funcionar em maio de 2009.


Patrícia Araújo
Do G1, em São Paulo


Neve no Brasil já é algo improvável de se pensar. Mas idealizar no nosso clima tropical uma pista de esqui no gelo ao ar livre seria tema para piada se a empreitada não estivesse se tornando realidade no interior de São Paulo.

Com um investimento inicial de R$ 41 milhões, uma empresa brasileira pretende inaugurar até maio de 2009 em Pindamonhangaba, a 156 km da capital paulista, a primeira pista de esqui na neve permanente do país. O terreno de 3 milhões de metros quadrados, na proximidade do Pico de Itapeva, foi comprado em março deste ano.

Os planos são de erguer nesse espaço um estacionamento com 100 mil metros quadrados de área e capacidade para 4 mil vagas; 20 mil metros quadrados de prédios, entre restaurantes, lojas de conveniência e áreas de apoio (com ambulatórios, camarotes, lojas de aluguel de equipamentos); e 40 mil metros quadrados de neve divididos em três pistas para esquiadores nos níveis iniciante, intermediário e avançado.

Embora a maior parte das construções ainda não tenha começado devido à falta de parte da documentação referente à liberação ambiental, as pistas de esqui já começaram a ser feitas. As cinco máquinas que irão transformar água em neve e forrar a área já estão prontas. Elas usam a tecnologia existente fora do país, mas adaptada para as necessidades locais.

“É importante dizer que 100% da água utilizada é reaproveitada”, disse André Mayer Pflug, diretor a SkiClub, empresa responsável pelo empreendimento. Ele conta que o aparelho funciona reutilizando a neve que derrete. Ela é recapturada, passa por filtragem e tratamento e volta a ser transformada me neve. A perda estimada é de apenas 3% com evaporação. Cada uma das cinco máquinas produz 300 toneladas de neve por dia. Para encher todas as pistas, é necessária uma semana de produção do equipamento.

O local fica a sete minutos de Capivari e a 35 metros da divisa com Campos do Jordão. “A idéia (para a estação) surgiu por um estudo de mercado feito em Campos do Jordão. Os turistas que freqüentam a cidade só têm o que fazer à noite, mas durante o dia ficam ociosos”, fala Pflug.

Vagas de emprego

Mesmo sem a maior parte das obras terem começado, a empresa já deu início à seleção de pessoal para trabalhar na futura estação de esqui. A estimativa, segundo a prefeitura é de que cerca de mil pessoas sejam contratadas, em 40 diferentes cargos. Dos tradicionais serviços administrativos até os postos de operador de niveladora para neve e professor de esqui. Só para auxiliar de esquiadores são 200 vagas.

“Inicialmente estão previstos mil empregos diretos e cerca de 1.500 indiretos. E a perspectiva é de que as agências de turismo e os hotéis da região devam gerar mais mil empregos indiretos nessas atividades, que não pertencem ao empreendimento”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pindamonhangaba, Álvaro Staut.

Segundo o secretário, o cadastro para a seleção dos candidatos já está sendo feito no Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT). A partir de janeiro, será feita a seleção para entrevista e, em seguida, o treinamento. A empresa irá contratar ainda jovens de acordo com o programa “Primeiro Emprego” e pessoas da terceira idade, que vão trabalhar na área de turismo receptivo dentro da estação.

domingo, 16 de novembro de 2008

PAC DA DESTRUIÇÃO


Pelo menos 680 hectares de Mata Atlântica em Ilhéus, Bahia, vão desaparecer por obra do PAC.



Obra do PAC tropeça na mata atlântica


EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo, em Ilhéus (BA)


O chamado desenvolvimento sustentável aceita tudo. Um emblema da fragilidade desse conceito está escancarado no sul da Bahia, onde a mata atlântica, em estado bruto ou em regeneração, ainda resiste. Com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), da iniciativa privada e de seus cofres, o governo da Bahia projeta a instalação de um complexo logístico de 1,7 mil hectares entre Ilhéus e Itacaré. A construção do porto, da ferrovia (de 1.500 km) e do novo aeroporto está orçada em R$ 6,5 bilhões.

A obra não sai sem que pelo menos 680 hectares de mata atlântica desapareçam. Para o governo baiano, a obra é inevitável "para desenvolver a região sul da Bahia, que já foi uma das mais importantes do Brasil na época do auge do cacau", afirma Antônio Celso Pereira, superintendente de Comércio e Serviços da Secretaria de Comércio, Indústria e Mineração da Bahia. "Isso não significa que o governador Jaques Wagner vai rasgar as leis ambientais".

Do outro lado da linha do desenvolvimento sustentável, ambientalistas e a Associação de Turismo de Ilhéus estão contra o projeto. Os primeiros, por causa da mata atlântica. A segunda instituição não quer um porto em seu horizonte porque onde existem navios de carga chegando e saindo não há espaço para resorts e campos de golfe -outra "benfeitoria" que não convive bem com a mata. Os hoteleiros entraram na Justiça com uma ação contra o Estado, ainda não julgada.

A âncora do megaempreendimento --o porto, quando totalmente pronto, será o segundo maior da região Norte-Nordeste--, é a empresa Bahia Mineração, que é brasileira, mas tem capital indiano e também do Cazaquistão, da gigante ENRC. Segundo Amaury Pekelman, gerente de Comunicação e Desenvolvimento Sustentável da empresa, o novo porto não terá um impacto significativo sobre as praias do norte de Ilhéus. Ele explica que quem passar pela estrada que liga Ilhéus a Itacaré, por exemplo, "nem vai ver nada".

A área de estocagem do minério, de 80 hectares aproximadamente, ficará longe da estrada e da praia. Uma esteira de sete metros de altura atravessará a região preservada, a estrada e toda a praia para chegar ao litoral. Os navios, um de cada vez, afirma Pekelman, vão ficar a 2,5 quilômetros da costa. O minério será transportado por toda a região em pó. A capacidade para embarque --as primeiras cargas, pelo cronograma, devem sair no segundo semestre de 2011-- é de 70 mil toneladas por dia.

Não no meu quintal

"Esse projeto é um contra-senso", afirma José Adolfo de Almeida, professor da UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), que na quarta-feira organizou um evento para discutir a obra. "Mesmo aqui na região existem outra áreas já degradadas que podem receber o porto", afirma Almeida, baseado em estudos feitos na própria instituição de ensino. Outros trabalhos da UESC mostram que a região diretamente afetada pelo projeto Porto Sul tem 40% de mata em estado avançado de regeneração.

Há mais de cinco anos, o empresário alemão Thilo Scheuermann, 48, decidiu investir em Ilhéus. Seu pequeno hotel, de 16 chalés, está parado. Segundo ele, um investimento de R$ 15 milhões está ameaçado. "Todos acreditamos no governo, que disse que o turismo seria prioritário na região." Outros cinco projetos turísticos, bem maiores do que o de Thilo, estariam engatilhados para o local.

* O repórter EDUARDO GERAQUE viajou a convite da ONG Instituto Floresta Viva

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

DEPUTADO ACUSADO DE CRIME EM RPPN

Deu na Folha de S. Paulo:

Temer é alvo de investigação no STF por crime ambiental

Deputado é suspeito de ter depredado área de reserva ecológica; ele nega acusações

Relatórios acusam ainda o congressista de recorrer a grileiros para aumentar suas posses; PF o convocará para prestar depoimento

De Alan Gripp:

Nome mais forte hoje para a sucessão da Presidência da Câmara, o deputado e presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), é alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga suposto crime ambiental e contém denúncias de que o parlamentar incorporou ao seu patrimônio terras fruto de grilagem.

Além disso, documentos da Agência Rural do Estado de Goiás acusam o deputado de tentar regularizar a propriedade com declarações falsas. As terras ficam em Alto Paraíso (GO), santuário ecológico.

Formalmente, o parlamentar é investigado no STF pela suspeita de ter depredado área de reserva ambiental ao construir uma estrada de acesso à sua propriedade, desmatando área protegida pelo Ibama. Mas há na investigação relatórios e testemunhos que o acusam de recorrer a grileiros e a servidores do governo de Goiás -mais tarde punidos- para obter títulos de propriedade e para tentar aumentar, sem sucesso, o tamanho de suas posses.

O deputado nega. Diz que as obras na estrada que corta a Reserva Particular de Proteção Natural (RPPN) Campo Grande são de responsabilidade da Prefeitura de Alto Paraíso. Alega ainda que o aumento da área adquirida por ele teve respaldo em medições técnicas legais.

Entre 2002 e 2003, Temer desistiu das terras. Depois da abertura de investigação pelo Ministério Público de Goiás, ele retirou a ação de usucapião, em que brigava para legalizar 2.500 hectares, e doou para a prefeitura a fazenda que já havia conseguido regularizar -esta com 452 hectares.

Apesar disso, o Ministério Público Federal entendeu que Temer pode ser responsabilizado caso sejam comprovadas as denúncias e enviou o caso ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Assinante da Folha leia mais em Temer é alvo de investigação no STF por crime ambiental

FONTE: Blog do Noblat

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

MAUS-TRATOS CONTRA ANIMAIS

Difícil acreditar que em pleno século XXI ainda existam crimes como o de maus-tratos contra animais.
Mas é fato e está por todos os lugares. Cabe a nós ficarmos de olhos abertos e denunciarmos toda e qualquer crueldade.





sábado, 25 de outubro de 2008

MISS TERRA 2008



Candidatas a Miss Terra visitam as Filipinas

Apresentação faz parte da campanha ambiental do concurso.
Vencedora do Miss Terra será coroada em 9 de novembro.

Do G1, com informações da France Presse

Moradores de Puerto Princesa, nas Filipinas, admiraram neste sábado (25) a beleza das concorrentes a Miss Terra 2008, durante apresentação na praia de Sabang. As candidatas visitaram pontos turísticos ecológicos da cidade, como parte da campanha ambiental do concurso. A vencedora do Miss Terra será coroada em 9 de novembro (Foto: Romeo Gacad/AFP)

sábado, 6 de setembro de 2008

DESMATAMENTO EM SANTA CATARINA

Plantações de pinus e eucaliptos me parecem cemitérios fúnebres com sua ordenação simétrica e enfilamento militar.

Cada vez mais áreas de mata nativa são derrubadas impiedosamente para dar lugar a plantação de monoculturas que empobrecem cada vez mais a diversidade biológica e compromete o futuro dos biomas, como a Mata Atlântica em Santa Catarina, derrubada criminosamente para dar lugar às plantações de pinus e eucaliptos (Vale escutar a música "Eucalipto" do grupo "Etílicos e Insanos" no blog da
CHRIS LONTRA).

O pior de tudo é que há apoio governamental para essa idéia insana.

Abaixo matéria do Diário Catarinense de ontem mostra um pouco desse grave crime contra a vida:


Área grande é desmatada no Planalto Norte

Fiscais do Ibama estiveram em uma área equivalente a quase 200 campos de futebol, ontem, no município de Bela Vista do Toldo, no Planalto Norte, que foi totalmente desmatada. A vegetação nativa foi derrubada para dar lugar ao plantio de pínus. Foi o maior foco descoberto na região em duas semanas de operação. O que mais chama a atenção dos fiscais é a quantidade de diferentes pontos de desmatamento.
Apenas 70% do que estava previsto para ser vistoriado em duas semanas de fiscalização foi atingido. De acordo com Olício Marques, coordenador da operação, as áreas foram mapeadas com o auxílio de imagens de satélite. Além disso, sobrevôos com helicópteros mostraram a existência de outros focos.

- Tem muita coisa aqui e já estamos pensando em prorrogar a operação na região - revelou Marques.

Até agora, estima-se que aproximadamente 750 hectares de desmatamento tenham sido flagrados. Os números não são finais, pois não estão computados os desta semana.

Aproximadamente 45 autos de infração já foram emitidos. As multas, se somadas, ultrapassam R$ 2,8 milhões. Todos os casos serão remetidos ao Ministério Público para as medidas judiciais.

De acordo com Marques, a escolha da região para ser executada a ação deve-se aos levantamentos feitos pela Ong SOS Mata Atlântica, que, por dois anos consecutivos, apontou o Planalto Norte como a região que mais desmata em Santa Catarina.

Para o coordenador da ação, o principal incentivador do desmatamento são os reflorestamentos. Empresas e grandes produtores derrubam a vegetação nativa para o plantio de pínus.

- O pínus é importante para o desenvolvimento econômico da região, mas não se pode permitir que sejam desmatadas áreas remanescentes para esse fim - afirmou.


MARCELLO MIRANDA | BELA VISTA DO TOLDO
Fonte: DC

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

BIOPIRATARIA - CRIME HEDIONDO

Um casal de estrangeiros foi preso ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Manaus (AM) com várias amostras de espécimes animais da Amazônia sem autorização. Os dois foram presos sob a acusação de biopirataria. Na foto, o perito criminal da Polícia Federal (PF) mostra material apreendido Ney Mendes/A Crítica/AE - Fonte: UOL


A biopirataria é o desvio ilegal das riquezas naturais (flora, águas e fauna) e do conhecimento das populações tradicionais sobre a utilização dos mesmos. É um mal que abate e enfraquece cada vez mais o nosso país e que termina ignorando sua soberania territorial, incluindo-se a perda de um imprescindível patrimônio genético e biosférico, ainda longe de ser mensurável do ponto de vista econômico, mas que já é explorado pela ganância internacional.

Em vários lugares do país, em especial na Amazônia, pesquisadores estrangeiros desembarcam com vistos de turista, entram na floresta, infiltrando-se em comunidades tradicionais ou em áreas indígenas. Tomam assim conhecimento de diferentes espécies vegetais ou animais, coletam exemplares e descobrem, com o auxílio dos povos habitantes da floresta, seus usos a aplicações para as indústrias de remédios ou de cosméticos. Após obterem informações valiosas, voltam para seus países contrabandeando as espécies e os conhecimentos das populações nativas para isolarem os princípios ativos.

A biodiversidade passa de um bem comum local para uma propriedade privada. Torna-se negócio de multinacionais, com patentes que protegem e legaliza o roubo, a apropriação indevida, desonesta e imoral!

Ao ser descoberto o princípio ativo, registram uma patente, que lhes dá o direito de receber um valor a cada vez que aquele produto for comercializado. Vendem o produto para o mundo todo e até mesmo para o próprio país de origem, cujas comunidades tradicionais já tinham o conhecimento da sua utilização.

Deve haver leis cada vez mais rigorosas para esse crime hediondo, pois cria a riqueza de poucos e gera a miséria de muitos. A punição deve ser exemplar!

Fonte pesquisada: Ambiente Brasil

terça-feira, 26 de agosto de 2008

COBRA PÍTON MATA ESTUDANTE

A cobra píton, que tem cerca de 30 quilos e matou o estudante


Cobra mata estudante no zoológico de Caracas

Da Redação - Em São Paulo

Um estudante que trabalhava em um zoológico em Caracas, na Venezuela, foi morto por uma cobra de mais de três metros de comprimento e 30 quilos, no último sábado (23). O administrador do zoológico Parque del Este disse que o estudante Erick Arrieta, de 29 anos, não tomou as precauções necessárias e violou orientações de segurança ao entrar na cova da cobra durante o turno da madrugada.

A píton asiática picou o estudante e em seguida enrolou-se no corpo dele, sufocando-o. Os colegas de trabalho só descobriram o incidente no dia seguinte, quando a cobra tentava devorar o corpo de Arrieta. Segundo o jornal venezuelano "El Universal", Arrieta havia dito a colegas que pretendia "domesticar" o animal. "Esse animal eu domino, vão ver logo", teria dito Arrieta em diversas ocasiões.

Estudante do último ano de biologia, ele trabalhava no zoológico desde 1999 tirando fotos dos visitantes com as espécies exibidas. De acordo com o jornal, nem toda a experiência que tinha impediu Arrieta de cometer a imprudência ao entrar sozinho no local onde ficava a píton da Birmânia.

A investigação policial indica que a vítima tinha um interesse especial pelo animal que está há dois meses no zoológico e ainda não foi colocado em exibição. De acordo com o "El Universal", a polícia acredita que Arrieta entrou sem roupa na jaula e foi atacado.

No entanto, de acordo com o diretor do serpentário, Saúl Gutiérrez, Arrieta não era autorizado a manipular os animais e errou ao fazê-lo sem usar as ferramentas adequadas. "Ele não mediu os riscos", disse Gutiérrez.

A píton da Birmânia é um animal exótico comum na Ásia. Segundo o diretor do parque, Javier Hernández, o incidente é inédito e apenas aconteceu devido à violação das regras. "O jovem subestimou o instinto do animal", disse Hernández ao "El Universal".

A cobra foi doada ao parque por usuários do parque Ávila, que a encontraram na montanha. É comum turistas trazerem filhotes de cobras de países asiáticos como souvenirs, para depois jogá-los em regiões de montanhas, explicou Hernández. Esse tipo de animal não costuma atacar seres humanos, a menos quando ameaçados.

Fonte: UOL Notícias