segunda-feira, 17 de março de 2008

Geleiras derretendo



Da BBC

Geleiras em todo o mundo estão derretendo mais rápido que nunca, alerta um relatório do Programa da ONU para o Meio-Ambiente (Pnuma).

Cientistas mediram quase 30 geleiras e descobriram que em nove delas a perda de gelo alcançou nível recorde em 2006.
Em média, as geleiras perderam 1,5 metro de gelo naquele ano - ao passo que a perda média foi de 30 centímetros por ano entre 1980 e 1999.
A maior perda foi da geleira Breidablikkbre, na Noruega, cujo gelo diminuiu 3,1 metros apenas em 2006, afirmou o estudo.
A única geleira que se tornou mais espessa foi a de Echaurren Norte, no Chile. Mas o relatório ressaltou que os glaciares sul-americanos - na Bolívia, no Peru, na Colômbia e no Equador - permanecem sob ameaça.
Milhões de pessoas dependem de água originada em geleiras para agricultura, e o derretimento dessas formações ameaça a sobrevivências das populações, afirmou o estudo.
Cientistas reunidos no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), uma referência para questões relacionadas ao tema, atribuem o fenômeno à concentração atmosférica de gases que causam o efeito estufa.
Segundo o estudo do Pnuma, o derretimento das camadas de gelo é "um dos sinais mais claros do aquecimento global".

domingo, 16 de março de 2008

Nova RPPN em Manaus



Prefeitura de Manaus inaugura RPPN na área rural do município

MANAUS - O prefeito de Manaus Serafim Corrêa assina neste sábado (15), às 9h, o Decreto Municipal 9.503, que cria a terceira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do município. Trata-se da RPPN Norikatsu Miyamoto, a primeira situada na área rural e com 117 hectares, a maior em área protegida até agora.

A solenidade acontecerá na Granja Myamoto, sede da reserva, localizada no km 37 da rodovia AM 010, com a presença de representantes da Prefeitura de Manaus, Governo do Estado, Ibama, Ministério Público do Estado e o cônsul geral do Japão, Susumu Segawa.

A avaliação para a criação da nova RPPN teve dois meses de duração. A área, segundo o chefe do Núcleo de RPPNs da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Igor Ditolvo, possui todos os pré-requisitos necessários para se tornar RPPN.

- A reserva) possui nascentes, espécies animais que se encontram ameaçadas de extinção, vegetação primária (típica de floresta), beleza cênica e, principalmente, permite a interligação entre biomas existentes na área”, afirmou Ditolvo.

Imposto:

Além do benefício ambiental, os proprietários de RPPN são contemplados pelo município com a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) das áreas decretadas.

- É uma forma da Prefeitura de Manaus estimular a criação de reservas e proporcionar a satisfação do proprietário ao garantir uma melhor qualidade de vida para a cidade, explica o engenheiro ambiental.

Ele ressalta que a isenção é dada apenas para a área em que estiver localizada a RPPN. "Se, por acaso, o proprietário quiser dispensar apenas parte da propriedade, a isenção será apenas para esse trecho”, alerta.

O município de Manaus é o primeiro no Brasil a conceder incentivo fiscal para a criação de áreas protegidas, política que vem sendo debatida em seminários e encontros nacionais e internacionais.

Serviço: Os interessados em candidatar propriedades à condição de RPPN em Manaus podem procurar a sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), na avenida André Araújo, 1.500, Aleixo, Zona Leste, mais especificamente o Núcleo de RPPNs da Coordenadoria de Áreas Protegidas. Igor Ditolvo salienta que há complicadores no processo de criação das reservas, principalmente em razão de mudanças cartoriais dificultando a identificação dos perímetros e a quem cabe a responsabilidade da área. “Temos que observar todos os aspectos relativos ao terreno porque não deve haver nenhum empecilho cartorial”, avisa Ditolvo. O decreto de criação da RPPN tem caráter perpétuo.

Fonte: Ascom - NR
Imagem: Google Earth/RPPN Rio das Lontras

domingo, 9 de março de 2008

PV na Prefeitura do Rio?

Foto: Fábio Pozzebom/ABr


Político ‘Zona Sul’, Gabeira busca ‘voto do morro’

Fernando Gabeira (PV) tornou-se, na semana passada, a principal novidade da campanha municipal carioca. Em 2006, foi o deputado federal mais votado do Rio. Obteve 293.057 votos sem muito esforço. Passeios de bicicleta pelo calçadão lhe serviam de campanha. Na disputa pela prefeitura, arrosta um desafio que não conseguiu vencer em 1986, ano em que disputou o governo do Estado: tenta transpor as fronteiras diáfanas que separam a chique Zona Sul dos impermeáveis morros cariocas.

“Essa é a chance da minha vida”, disse Gabeira ao blog. “Em vez de ficar discutindo idéias, quero tentar mudar concretamente a vida das pessoas”. O deputado elege como seus principais contendores a TV Record e a Igreja Universal, além das estruturas administrativas do Estado e do município. “São essas as máquinas que teremos que enfrentar”, diz. O deputado vai à disputa em aliança com PSDB e PPS. Leia a entrevista:


- Para se eleger deputado, bastou passear de bicicleta pelo calçadão. Para chegar à prefeitura, vai subir o morro?
Claro que sim. Eu morreria de tédio se não fizesse isso. Adoro fazer campanha em morro. Em 1986 fiz muita campanha em morro. Resultado não foi muito bom porque em muitos morros a votação é clientelística.

- Ao voto de clientela, soma-se hoje o cabresto religioso. Consegue furar esse bloqueio?
De fato, existe isso. Mas há agora alguns diferenciais interessantes. Temos alguns apoiadores que são muito ativos nas áreas mais populares. Por exemplo: uma moça chamada Lucinha [PSDB], vereadora muito atuante na Zona Oeste da cidade. Há também um líder de Duque de Caxias, o Zito [PSDB], com grande poder de influência. Os limites entre o Rio e Caxias são fluidos.

- Só com isso espera atingir o eleitor mais humilde?
Há muitas outras formas de chegar ao morro. Além da presença física, deve-se considerar que há uma explosão de Lan Houses no Rio. Já são 5.000 estabelecimentos desse tipo. Estão em todas as favelas. O que nos abre um caminho para fazermos campanha voltada para essas pessoas, por meio do computador. São núcleos que têm muita influência na comunidade pelo fato de estarem mais perto da informação.

- Acha suficiente para furar o bloqueio do clientelismo e da religião?
Acho. Evidentemente que furar o bloqueio não significa vencê-lo. Mas vamos reduzir a diferença. Há um outro dado importante, que não costuma ser devidamente considerado.

- Que dado é esse?
Existe uma porosidade muito grande entre as Zonas Sul e Norte do Rio. Uma grande parte enorme da população pobre trabalha na Zona Sul. De modo geral há uma influência. De mais a mais, campanha política no Rio é como onda. Quando pega, pega pra valer. No nosso caso, há um movimento que tem chance de pegar.

- Quais serão os seus principais contendores?
O principal contendor é o [Marcelo] Crivella [PRB]. Ele foi candidato várias vezes em campanhas majoritárias. É uma pessoa habilidosa. Tem a seu favor a Rede Record de Televisão e a Igreja Universal. É um aparato forte. Em segundo lugar, há o possível candidato do [governador] Sergio Cabral, o Eduardo Paes [PMDB]. Tem a máquina do Estado. Em terceiro lugar, há a Solange Amaral [DEM], candidata do [prefeito] Cesar Maia, que tem a máquina da prefeitura. São essas as máquinas que teremos que enfrentar.

- Há 15 dias, dizia que não seria candidato. O que mudou?
Estava envolvido na constituição de uma frente suprapartidária. Eu atuaria na sociedade e apoiaria um candidato. Essa frente conseguiu se unificar e, em dado momento, não tive alternativa a não ser oferecer o meu nome para manter a frente de pé. É uma tentativa de produzir uma mexida cultural na sociedade.

- Que forças políticas o apóiam?
Espero que a força mais importante seja a sociedade. Mas, em termos partidários, temos, por ora, o PV, o PSDB e o PPS.

- Isso lhe dá tempo de TV?
Teremos cerca de cinco minutos. O que é mais do que suficiente. Tempo demais, em vez de ajudar, acaba atrapalhando.

- Emboraa campanha seja carioca, já esteve com o governador Aécio Neves e estará com José Serra. Por que?
É que havia uma resistência aqui de alguns setores do PSDB, que não estavam entendendo bem o projeto. E a pressão da direção nacional foi positiva. Eles perceberam rapidamente as possibilidades do projeto. O Serra, o Aécio, o Sérgio Guerra [presidente do PSDB] e o Fernando Henrique tiveram posição muito favorável à candidatura. Utilizar essa pressão nacional de forma construtiva dá uma outra dimensão à campanha. Ninguém falava da campanha do Rio. Agora, todos falam.

- Não receia confundir a campanha municipal com 2010?
Campanha municipal não é uma miniatura da campanha presidencial. Quem entrar por esse caminho vai perder a perspectiva. A campanha municipal é voltada para os problemas reais que as pessoas vivem nas ruas, nos bairros. O cara quer saber como você vai resolver os problemas dele, não quem você vai apoiar para presidente.

- Não há de ser essa a visão dos presidenciáveis tucanos. O que eles querem é um prefeito amistoso no Rio, não?
Claro, não há dúvida. Mas falei com o Aécio que se há algo em que a campanha municipal pode influenciar em 2010 não é no apoio a um candidato. A influência se dará por meio da realização, na prática, de uma reforma política, uma mudança de hábitos que não será desatada pela lei.

- Como assim?
No plano nacional, há uma política econômica interessante, comum a PT e PSDB. Tem também uma política social com todas as condições de ser durável. Vem da Bolsa Escola, passa para a Bolsa Família. Precisa apenas achar agora as portas de saída. Nessa dimensão econômica e social, o Brasil está mais ou menos resolvido. Mas o PT capitulou diante da possibilidade de mudar as relações políticas. E existe agora a possibilidade de se experimentar, no Rio uma relação diferente entre Executivo e Legislativo.

- Não tem a ilusão de que, eleito, estará imune à pressão fisiológica da Câmara de vereadores, ou tem?
Não tenho essa ilusão. Mas está ficando claro que, junto com a sociedade, vamos acabar com isso. Não vamos ceder. Conheço parlamentar. Digo para os deputados do PV, lá em Brasília: governo não respeita parlamentar que depende dele. Essa história de depender do governo é bobagem. O que será possível fazer é o seguinte: por meio de políticas territoriais, podemos colocar a área onde o vereador atua dentro de determinadas políticas. Ele será contemplado com o atendimento da população. É difícil? Sim, mas, com a mexida que o simples anúncio da candidatura já está provocando na sociedade, creio que haverá força para isso.

- Que impressão tem do prefeito Cesar Maia?
É um sujeito extremamente estudioso. Costuma ter resposta pronta para tudo. O que a cidade está precisando é de um prefeito que não saiba tudo, que seja capaz de ouvir.

- Qual será o diferencial de uma eventual gestão Gabeira?
Estamos nos propondo a implantar uma administração moderna, avançada.

- O que é moderno?
Penso numa administração que se auto-imponha metas que possam ser monitoradas, num modelo que incorpore alguns elementos da iniciativa privada. O PSDB está querendo contribuir com alguns dos seus melhores quadros. Há no Rio muita gente capaz que se dispõe a ajudar.

- A inexperiência administrativa não o espanta?
Não. Até me felicito até por isso, porque me permite trilhar, com curiosidade, outro caminho. Estou meio cansado do debate parlamentar. O processo do Parlamento brasileiro está desgastante. Essa é a chance da minha vida. Em vez de ficar discutindo idéias, quero tentar a mudar concretamente a vida das pessoas, me relacionar com problemas objetivos. Isso abre uma outra etapa na minha vida.

Fonte: Blog Josias de Souza- Folha on Line

terça-feira, 4 de março de 2008

Monitoramento da Mata Atlântica no RJ

Mapa dos remanescentes florestais do Estado do Rio de Janeiro - Ano Base 2000

Novo esforço para preservar a Mata Atlântica

Estudo criará novo mapa das florestas visando um melhor planejamento para a conservação do bioma.

A Fundação Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro e a Fundação SOS Mata Atlântica unem forças para monitoramento da Mata Atlântica no estado.


Clique aqui para escutar na íntegra a matéria da Rádio Globo FM.


*Matéria divulgada dia 03 de março de 2008 no Boletim Meio Ambiente.


sábado, 1 de março de 2008

BBB: Cartão Vermelho para a Rede Globo!

E dá lhe lenha na fogueira. Precisava disso Sr. Boninho e Sr. Bial?

Longe, muito longe mesmo de afirmar que uma fogueira acesa durante 48 horas seguidas vá detonar mais ainda o aquecimento global. Mas que a tarefa imposta aos BBB de não deixar apagar uma fogueira ao ar livre colocando sem parar lenha e mais lenha é, no mínimo, desnecessária, nada educativa e altamente poluidora, tanto é que os participantes já estão reclamando de não estarem passando muito bem devido a fumaça, como mostra a página da UOL sobre o programa:

Marcelo diz que o cheiro da fumaça está no seu nariz;
Rafinha reclama que o café não lhe caiu bem, mas também desconfia que o mal estar possa ser da fumaça;
Juliana também está largada na cadeira, desanimada e diz que está se sentindo esquisita;
Marcos comenta: "Vocês já viram eu me trocar quieto?", compara o capixaba com a arrumação de outras festas.

Numa época que temos que procurar cuidar de nossas ações cotidianas para colaborarmos com o planeta, bem que a poderosa Rede Globo poderia ser mais cuidadosa em suas escolhas, até porque tinham opção de escolher qualquer outra tarefa que não agredisse ao meio ambiente sem nenhuma contrapartida ou utilidade e pior, sem dar o péssimo exemplo para os milhões de telespectadores que acompanham a programação - as vezes um tanto desastrosa - da emissora mais assistida Brasil afora.

Cartão VERMELHO Sr. Boninho!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mais Costão do Santinho?

A notinha acima publicada num cantinho do Jornal Diário Catarinense do dia 21 desse mês poderia passar despercebida. Mas tratando-se de um empreendimento ligado ao Costão do Santinho, do Sr. Fernando Marcondes de Matos, indiciado no caso Moeda Verde, solicitando à FATMA autorização para "...supressão de cobertura vegetal para implantação de empreendimento imobiliário e turístico...".
Que adianta terem criado uma RPPN (ainda que como forma de compensação ambiental) e continuarem obra atrás de obra descaracterizando todo um ecossistema de dunas e restinga?
Sei não, mas é bom a sociedade civil e o Ministério Público ficarem de olho nesse e em todos os "pedidos" dessa empresa.
Todo cuidado é pouco com quem costuma "comprar" Leis ambientais...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Enciclopédia da Vida

Enciclopédia da Vida apresenta suas primeiras 30.000 páginas na internet

James Edwards diretor executivo da Enciclopédia da Vida.

WASHINGTON (AFP) — As primeiras 30.000 páginas da Enciclopédia da Vida (EOL) na internet, um projeto sem precedentes que busca reunir 1,8 milhão de espécies vivas conhecidas, foram apresentadas oficialmente nesta quarta-feira.

Sinal de aparente sucesso do projeto, a página http://www.eol.org/ era inacessível na metade do dia.

Lançada em maio de 2007, esta enciclopédia dará livre acesso a todos os conhecimentos atuais sobre a biodiversidade terrestre. Com isso, pretende-se preservá-la melhor frente aos riscos apresentados pelo aquecimento global e a exploração por parte dos humanos.

A criação deste índice tornou-se possível graças aos recentes avanços tecnológicos nas ferramentas de busca e de visualização da informação alcançados nos últimos cinco anos, explicaram seus criadores.

Serão necessários ainda 10 anos para criar o conjunto das páginas digitais que conterão todas as espécies vivas catalogadas há 250 anos pelos cientistas.

Mas a Enciclopédia da Vida será constantemente atualizada para incluir as novas espécies identificadas ou extintas.

Este catálogo, que mostrará o conjunto da biodiversidade que engloba o mundo animal e vegetal, poderá ser estendido depois ao universo microbiano.

Ao reunir todas as informações conhecidas sobre as aproximadamente 1,8 milhão de espécies conhecidas, a enciclopédia dará aos cientistas um instrumento que permitirá, por exemplo, estabelecer mapas dos vetores responsáveis pelas doenças humanas, revelar os mistérios da longevidade ou tornar mais lenta a propagação de espécies invasoras, acrescentou.
Fonte: AFP

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Novo edital do Programa de Incentivo às RPPN

A RPPN Rio das Lontras está aumentando sue área protegida com apoio do Programa de Incentivo às RPPN da Mata Atlântica.

Programa de Incentivo às Reservas Particulares da Mata Atlântica completa 5 anos

Novo edital será lançado dia 28, em comemoração no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro

Com apoio à criação de mais de 200 Reservas e 33 projetos de gestão de RPPNs, o programa colabora para a proteção de uma área de 19 mil hectares.


São Paulo, SP - O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) da Mata Atlântica, coordenado pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (uma parceria entre as ONGs Fundação SOS Mata Atlântica e Conservação Internacional) e a The Nature Conservancy (TNC), comemora cinco anos de ações concretas no fomento à ampliação da área protegida da floresta mais ameaçada do País. Neste período, 133 projetos foram beneficiados pelos editais: 33 de apoio à gestão (que respondem por mais de 5 mil hectares) e criação de 200 RPPNs nos corredores da Serra do Mar, Central, Nordeste e Ecorregião das Araucárias, que juntos aumentarão em aproximadamente 12 mil hectares a área protegida por RPPNs na Mata Atlântica.

A comemoração acontece no dia 28 de fevereiro, às 19h30, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Na ocasião também serão lançados uma publicação com os resultados e o VI Edital, que, neste ano, além de apoiar a criação individual e em conjunto de RPPNs, apoiará a elaboração e implementação de planos de manejo.

Em cinco anos de trabalho, o programa abrangeu 10 dos 17 estados da Mata Atlântica e 1200 municípios por meio de sua atuação em quatro regiões estratégicas. Na Ecorregião Floresta com Araucária, estão sendo criadas 17 RPPNs e 2550 hectares preservados; o Corredor da Serra do Mar teve 118 RPPNs beneficiadas abrangendo 5400 hectares; o Corredor Central da Mata Atlântica foi contemplado com 64 RPPNs numa área de 2300 hectares; e o Corredor do Nordeste, com 18 RPPNs, totalizando 1450 hectares. Além do apoio a criação de RPPNs, os projetos de gestão apoiados propiciaram a geração de modelos de conservação em terras privadas com atividades que vão da proteção e fiscalização das reservas à construção de centros de visitantes e laboratórios.

“O desafio de conservar um Bioma tão ameaçado como a Mata Atlântica é grande e não será alcançado sem a participação da sociedade civil, especialmente dos proprietários de terra. As RPPNs oferecem uma grande contribuição nesse sentido”, explica Érika Guimarães, coordenadora da Aliança para a Conservação da Mata Atlântica e do Programa de Incentivo às RPPNs.

O Programa tem contribuído para aumentar em quase 50% o número de RPPNs no Bioma, mostrando, por um lado, o interesse de proprietários de terra com a conservação e, por outro, o grande potencial dessa categoria de Unidades de Conservação para fortalecer as políticas de proteção da Mata Atlântica.

A iniciativa foi lançada em 2003, com recursos do CEPF (Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos) e do Bradesco Cartões, para apoiar projetos de criação e gestão de RPPNs nos Corredores da Serra do Mar e Corredor Central da Mata Atlântica. Os projetos são apoiados por meio de editais lançados periodicamente e esta foi a primeira linha de financiamento no Brasil a atuar diretamente em projetos de proprietários de reservas (pessoa física), com o mínimo de burocracia.

Em 2006, a parceria foi estendida à The Nature Conservancy (TNC) e passou a contar também com patrocínio do Bradesco Capitalização, o que permitiu que o Programa ampliasse sua área de atuação para o Corredor do Nordeste e a Ecorregião Floresta com Araucária, além do lançamento de uma nova linha de financiamento de projetos por meio de Demanda Espontânea.

“A parceria nasceu da necessidade de integrar os esforços de conservação em terras privadas que já vinham sendo desenvolvidos pelas três instituições e aumentar a escala e efetividade de conservação num dos biomas mais importantes do mundo. Decidimos então focar os esforços no aumento do número das RPPNs, mas também na capacitação e fortalecimento dos principais atores envolvidos em conservação de terras privadas, buscando instrumentos econômicos e políticas públicas para garantir a sustentabilidade das RPPNs”, afirma Miguel Calmon, responsável pelo Programa de Conservação da Mata Atlântica da TNC.

Corredores de Biodiversidade

O Programa selecionou os corredores de biodiversidade como alvo inicial de investimentos, dada a grande importância biológica das regiões dentro da Mata Atlântica. Os corredores são uma estratégia de conservação utilizada para a proteção da biodiversidade em diferentes escalas, buscando a representação de diferentes ecossistemas, o manejo integrado da rede de unidades de conservação, contribuindo para manter ou incrementar a conectividade da paisagem. As estimativas indicam que, se adequadamente manejados, esses corredores podem, coletivamente, proteger 75% das espécies ameaçadas da Mata Atlântica.

O tamanho médio das RPPNs é bastante reduzido nesse Bioma, já que mais da metade (54%) tem áreas menores que 100 hectares. Mas, juntas, as quase 500 RPPNs decretadas até 2007 no Bioma cobrem mais de 100 mil hectares, representando uma chance única de engajamento no processo de conservação em terras privadas. As RPPNs são importantes também para proteger o entorno de unidades públicas como parques e reservas biológicas, reduzindo a pressão externa, além de contribuir para a conservação de inúmeras espécies ameaçadas de extinção da Mata Atlântica como o mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o papagio-chauá (Amazona rhodocoryta), entre outras.

“Devido à riqueza biológica e à acentuada perda e fragmentação florestal, a Mata Atlântica contribui com mais de 60% das 633 espécies presentes na lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção. Acreditamos que as RPNNs, assim como as unidades de conservação públicas, são essenciais e complementares para garantir maior proteção para as espécies ameaçadas do Bioma”, complementa Luiz Paulo Pinto, diretor do Programa de Conservação da Mata Atlântica da CI-Brasil.

“A maior parte dos remanescentes de Mata Atlântica está na mão de proprietários particulares, por isso o incentivo e a valorização às RPPNs, cujo movimento é crescente, representam uma estratégia tão essencial para o futuro deste Bioma”, completa Márcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica.

* O novo edital de projetos estará disponível para consulta a partir de 29 de fevereiro nos sites: www.aliancamataatlantica.org.br, www.conservacao.org , www.sosma.org.br e www.nature.org/brasil

Texto de Marcela Ayabe. Mais informações: Lead Comunicação Organizacional


Fernando e Erika Guimarães, Coordenadora da Aliança para a Conservação da Mata Atlântica e do Programa de Incentivo às RPPNs, no Viva a Mata 2007.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Maria Teresa Jorge de Paduá e Floripa


Maria Teresa Jorge de Paduá faz parte da história da movimento ambiental brasileiro. Paulista de São José do Rio Pardo, formada em Agronomia, com mestrado em Ecologia e de Manejo da Vida Silvestre, trabalhou no departamento de meio ambiente da Companhia de Energia de São Paulo, no IBDF foi chefe da seção de parques nacionais e diretora do departamento de áreas protegidas (saiu de lá em protesto contra a construção de uma estrada cortando o Parque Nacional do Araguaia em pleno governo Figueredo), presidiu o Ibama e foi uma das criadoras da Funatura, uma das ONGs ambientalistas mais tradicionais que atuam no país.
A primeira vez que ouvimos falar de RPPN foi através de uma entrevista dela para a TV Cultura de São Paulo e que assistimos num fim de semana quando morávamos em Floripa.
Foi daí, que decidimos que queríamos ter uma Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Nesse artigo para o site O Eco ela faz um diagnóstico ambiental da cidade que tanto amamos e que nasceu nossa filha
Fernanda .

A culpa é da área ambiental
O ECO - 13.02.2008


Imediatamente antes do Carnaval, a cidade de Florianópolis foi atingida por uma chuva muito intensa e de longa duração que provocou inundações e trouxe muitos danos materiais aos moradores e prejuízos ainda não dimensionados na área do turismo, mas que se calcula estar na ordem de 20% de desistência das reservas feitas na rede hoteleira. O estado quase como um todo foi atingido pelas fortes chuvas. A BR-101 ficou intransitável em vários trechos e o fogo do carnaval na ilha de Santa Catarina se apagou com as chuvas, a sujeira das praias, a dificuldade de acesso, os congestionamentos, a falta de energia ou água nos hotéis e em diversos bairros. Moradores como nós que gostamos de paz e tranqüilidade fomos surpreendidos pelo silêncio abrupto em tempos de bagunça e bum, bum, bum.

Mas a grande surpresa mesmo foi a declaração, várias vezes reiterada pelas autoridades municipais locais, que as inundações e todas as mazelas de suas conseqüências foram culpa, ou do Ministério Público, ou das autoridades ambientais, pois não forneceram as devidas autorizações para se limpar bueiros, canais de drenagem, desassorear e drenar riachos, lagoas e rios e outras baboseiras mais.


Interessante mesmo é se constatar que o grande volume de chuva causou tanto impacto indesejado exatamente pelo motivo contrário, isto é, porque muitas autoridades constituídas não fizeram cumprir a legislação em vigor ou os planos diretores. Basta uma volta na ilha de Santa Catarina para se observar que a cada dia a ocupação dos morros progride para cima dos mesmos, desafiando as altas declividades e que as restingas e mangues vão sendo destruídos e ocupados, em franca desobediência legal.

Talvez por isso mesmo assistimos o episódio da Moeda Verde que tanto nos constrangeu. Claro que com o desmatamento das montanhas, desmatamento de Mata Atlântica, diga-se de passagem, e com o aterramento e ocupação dos mangues, zonas baixas e instáveis, a gente perde a oportunidade de contar com o mata borrão da vegetação, e, assim sendo, as águas ganham mais velocidade e causam mais danos à população e a seus bens. É simples, é uma equação direta, mas ninguém quer saber de mencionar o assunto, ou com ele se preocupar, a não ser quando ocorrem os deslizamentos, as inundações, as mortes e os prejuízos materiais.
As áreas que foram mangues naturalmente e que sofreram aterramentos para a construção de residências, lojas, hotéis ou shoppings, foram as mais atingidas, ficaram intransitáveis, entre elas a que tem o maior shopping da cidade. Eles sabiam que estavam usando áreas de risco, que ademais são de preservação permanente pelo só efeito da Lei, mas conseguiram contorná-la e agora querem rasgar vales, drenar, fazer obras, que o Ministério Público muito apropriadamente proíbe, para evitar futuras inundações.


A ilha de Santa Catarina, ou melhor, o município de Florianópolis é, não obstante todo o mau trato que vem sofrendo principalmente nas duas últimas décadas, privilegiado sob vários aspectos e entre eles o natural. Todos nós sabemos quão bela e atraente é a cidade de Florianópolis. E é bela e atraente porque, além de suas magníficas praias possui muita cobertura vegetal que lhe dá características de paisagens raramente encontradas em outros locais do globo.
O município de Florianópolis tem 436,5 km² de extensão territorial e possui na ilha de Santa Catarina e seu entorno 24 unidades de conservação ou áreas protegidas estabelecidas, que na teoria somam 30.000 hectares ou 300 km². Algumas são minúsculas e nem merecem referência, não obstante serem importantes para os bairros onde se localizam, outras, no entanto, são expressivas, como: A Estação Ecológica Federal de Carijós de mais de 700 hectares; Reserva Biológica Marinha do Arvoredo com 17.800 hectares, Parque Estadual Florestal do Rio Vermelho com mais de 1.200 hectares, Parque Municipal da Lagoa do Peri com 2.000 hectares; Parque Municipal do Maciço da Costeira com 1.400 hectares: Parque Estadual da Serra do Tabuleiro com a área total de 87.000 hectares dentre os quais mais de 340 ha dentro da ilha de Santa Catarina.


Muitas foram tombadas através de decretos municipais, parece que para serem protegidas das próprias autoridades municipais ou das mazelas de algumas delas, como, por exemplo: a da Floresta do Hospital de Caridade, com 16 hectares: a da Lagoinha da Chica e Lagoa Pequena, com 31 hectares: área Tombada da Lagoa da Conceição com 967 hectares, a das Dunas dos Ingleses, Santinho, Campeche, Armação e Pântano do Sul, que somam 443 hectares, das Restingas de Ponta de Canas e Ponta do Sambaqui, com quase 23 hectares; Reserva Extrativista Marinha de Pirajubaé com 1.400 hectares; alguns hortos florestais e parques ecológicos minúsculos e inexpressivos. No entanto, há de se convir que as unidades de conservação ou áreas protegidas decretadas na ilha e seu entorno são bem numerosas, embora muitas delas não representem exatamente matas ou ecossistemas primitivos, algumas terem pinus e eucaliptos, outras estão sendo invadidas ou dilapidadas paulatinamente e, como sempre, não possuem nem infra-estrutura, nem um adequado e moderno manejo no campo. Porém as unidades existem legalmente e só por este fato dão a esperança que elas serão protegidas e adequadamente manejadas no futuro.

Desejar que a ilha de Santa Catarina não se torne só uma saudade do tipo, “Ah! Como era bela, tranqüila e aprazível”, depende eminentemente dos políticos que, na sua maioria, parece só querer mais loteamentos, campos de golfe, hotéis, mais turistas e muito mais “grandes negócios” que beneficiam a uns poucos. Tudo isso até é possível, mas há que se ter um plano diretor sério, que seja obedecido e que não mude por complacência ou corrupção. Há que se obedecer, por Deus, a legislação em vigor, principalmente o Código Florestal; há que se respeitar o Ministério Público, que tem agido com muito comprometimento e; há de se explicar aos moradores, quer sejam ricos ou pobres, que o futuro da ilha e o deles, também, depende, em grande medida, do envolvimento cada vez mais forte das comunidades e associações de pescadores de bairros e das minguadas ONGs ambientalistas existentes. Depende mais que tudo de educação e de se escolher um norte: ou se ter uma cidade linda, limpa, saudável, invejável, com bastante vegetação e fauna, para nós e para os nossos filhos viverem com saúde e felicidade; ou se ter, por exemplo, uma Cancun da vida, só para receber milhares ou milhões de turistas, que não se importam com o destino dos nativos e residentes e onde os mesmos vão procurar jogos e fantasias, legais ou não, e propiciar insegurança e instabilidade, enquanto seus habitantes vivem tristemente acuados nos tugúrios, apenas para atender os caprichos dos visitantes.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Que vergonha dona FATMA!


Vida em risco na busca por comida
Laura Coutinho - Diário Catarinense - 17/fevereiro/2008

Os animais da maior unidade de conservação do Estado estão em perigo. Vítimas da falta de planejamento da administração, chefiada pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), e da insuficiência de recursos destinados ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, eles não recebem alimentação suficiente dentro da área onde estão confinados no parque que, ironicamente, teria como missão a preservação da biodiversidade.

Em função disso, pelo menos três antas e duas capivaras, que teriam saído dos domínios do centro de visitação do parque em busca de comida, já foram atropeladas na SC-433, rodovia que cruza a extensão norte do parque.

A história dos animais confinados em 150 dos 90 mil hectares do parque começou em 1975 quando, logo após a criação do local, a administração resolveu implementar um projeto de reintrodução de animais que um dia foram nativos na área.

Na época, o espaço que integra hoje a área de visitação, na Baixada do Maciambu, recebeu jacarés, antas, capivaras e macacos. Alojados em torno de uma trilha de um quilômetro, os visitantes podiam percorrer o trajeto observando os animais.

No entanto, em 1997, uma modificação na gestão do parque determinou que boa parte dos animais fosse solta pelo Ibama. Os que sobraram viraram alvo da falta de planejamento da administração, que, se por um lado manteve algumas espécies no parque, por outro não garantiu alimento suficiente para o grupo, que, ainda assim, acabou se reproduzindo.

Da original população de antas, por exemplo, sobrou apenas um casal, que deu origem aos oito indivíduos que o parque abrigava até meados do ano passado, quando começaram os atropelamentos. Um risco para animais e motoristas.

- Um motociclista já teve fratura na clavícula após colidir em uma capivara no ano passado. No início de 2007, depois do primeiro atropelamento envolvendo animais do parque, notificamos a Fatma. Recentemente, depois da morte de duas capivaras e três antas, mandei outro e-mail à direção da Fatma - explicou o capitão Emiliano Gesser, comandante do 2º Pelotão da Polícia Ambiental.

Ainda segundo Gesser, de acordo com o depoimento dos policiais ambientais que atuam no parque, as antas não estão recebendo alimentação suficiente.

Como parte da solução, o capitão afirma que é preciso que haja imediata manutenção da cerca e que a quantidade e a qualidade de comida sejam asseguradas.

- Não precisamos esperar por um incidente mais sério para que isso seja feito - pediu o comandante do 2º Pelotão da Polícia Ambiental, que conta com 32 policiais na sede do parque.


Contraponto:

O que diz Arno Gesser Filho, gerente de Unidades de Conservação e Estudos Ambientais da Fundação do Meio Ambiente (Fatma)
Gesser Filho afirmou que um ofício foi encaminhado ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) solicitando a colocação de placas na rodovia para alertar os motoristas sobre a possível presença de animais. Além disso, foram solicitados passadores subterrâneos.
A Fatma também planeja diminuir o número de animais no parque, mas não há plano de aumento na verba para compra de alimentos. Quanto à cerca, Gesser Filho disse que a reforma será feita nos próximos dias.



Prejuízo nas pesquisas:

Pesquisadores reagem ao plano da Fatma de retirar ou diminuir o número de animais no parque. As antas que vivem no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro são objeto de pesquisa financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

A instituição informou que, no início do projeto, havia cinco antas adultas e três filhotes, todas descendentes de dois animais trazidos de Rondônia. De acordo com a Fapesc, a espécie já esteve ameaçada de extinção no Brasil, mas conseguiu se multiplicar, embora ainda continue na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

O projeto desenvolvido tem como objetivo reunir dados para a melhoria das condições de cativeiro, além de incentivar iniciativas de reintrodução de antas ao ambiente natural.

- Se os animais forem retirados, as pesquisas serão comprometidas. No parque, encontramos um ambiente único para estudo, já que os animais não estão nem em cativeiro nem soltos. Em um zoológico, por exemplo, as antas teriam um comportamento alterado - avaliou o coordenador da pesquisa em andamento, professor Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, do Laboratório de Etologia Aplicada da UFSC.

Fatma argumenta que o ambiente não é adequado

A exemplo do capitão Emiliano Gesser, da Polícia Ambiental, Machado encaminhou um ofício à presidência da Fatma solicitando providências. Conforme o professor, a solução passaria pela manutenção da cerca e reforço na alimentação dos animais.

- A Fatma precisa decidir qual o objetivo do parque. Não é possível deixar os animais do jeito que estão - argumentou Machado.

A Fatma alega que o ambiente onde estão confinadas as antas não seria adequado e nem ofereceria espaço suficiente. Dados que também são rebatidos pelos pesquisadores.

- Aquela área possui quatro habitats diferentes e é relativamente grande. Ocorre que a capivara, em maior número, acaba competindo com a anta e ingerindo muito do alimento disponível no local - disse Machado.


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O PARQUE:

OS RECURSOS:

A Fatma não possui recursos disponíveis para destinar às unidades de conservação. A verba é fruto de parcerias com instituições nacionais e internacionais. As principais parceiras são:

*Banco alemão KfW (Banco de Crédito para Reconstrução): trabalha em parceria com a Fatma no projeto de proteção da Mata Atlântica em Santa Catarina. O convênio, que envolve 6 milhões de euros do KfW e outros 4 milhões de euros do governo do Estado, teve início em 2005. A previsão de término é 2009. O valor é totalmente destinado à melhoria da estrutura dos órgãos ambientais e a ações em todas as Unidades de Conservação Estaduais em Santa Catarina.

*Fundo Global para o Meio Ambiente: apóia a Fatma na gestão do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro com destinação de recursos voltados para a fiscalização e elaboração do Plano de Manejos, entre outras ações. O convênio, que deve seguir valendo até 2011, envolve US$ 1 milhão, destinados diretamente para o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

*Banco Mundial: financia atividades de educação ambiental, além de investimentos no parque por meio de um projeto específico, o Projeto Microbacias 2. Os recursos destinados são de US$ 480 mil até o final de 2008.

OS NÚMEROS:

*Tem cerca de 90 mil hectares, o equivalente a 90 mil campos de futebol
*Recebe cerca de mil visitas por mês
*Sua área abrange nove municípios, incluindo a Capital
*É a maior unidade de conservação no Estado e ocupa aproximadamente 1% do território de Santa Catarina.

MISSÃO DO PARQUE:

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é uma Unidade de Conservação de proteção integral, ou seja, sua principal vocação é proteger a biodiversidade e os ecossistemas que abriga.

Fonte: Cooperativa Caipora e Informativo do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

Solução parece estar longe:

Além da falta de alimentação, o estado precário de conservação da cerca que deveria isolar os animais agrava o problema dos atropelamentos de bichos.
O arame deveria isolar complemente a área de confinamento, de 150 hectares da área de visitação. Mas, em função dos buracos na estrutura, os animais conseguem ultrapassá-la com facilidade.
A alimentação insuficiente motivaria as saídas.
- Os policiais observam a insuficiência cada vez maior de alimentos - declarou o capitão Emiliano Gesser, comandante do 2º Pelotão da Polícia Ambiental, com sede no parque.
Pesquisadores também atestam a falta de alimentos:
- Nos finais de semana, eles não são alimentados e, conforme o tratador, isso ocorre desde meados de janeiro. Encontramos sacos plásticos dentro do parque. São restos de lixo trazidos das casas do entorno do parque - denunciou Luisa Brusius, agrônoma que desenvolve projeto de pesquisa no local.

Fotos: Flávio Neves - DC