“ Irara, Lontra, Ferret (furão) são bichinhos de estimação até pouco convencionais, mas aos poucos vão ganhando espaço em vários países do mundo!”
E segue:
“Aqui no Brasil eles não são muito comuns não, mas já despertam a atenção de alguns criadores...”
E pior:
“...e eles podem ser uma opção para quem quer um bichinho, digamos, meio diferente...”
Mais para frente a repórter diz:
“...personalidades transformadas pelo homem...”
E ainda:
“...criados como cachorros...”
A matéria tem 3’31 minutos de duração e foi feita pela jornalista Cleyde Clock para o Jornal do Almoço da RBS TV (Globo SC).
Em nenhum momento a reportagem realçou que a Legislação Ambiental é bem clara quando não permite animais silvestres serem criados em cativeiro. Em apenas um breve momento a repórter balbucia que a pequena lontra mostrada não poderia ser bichinho de estimação.
Fica o nosso protesto pela péssima pauta divulgada no principal jornal televisivo da maior rede de televisão do estado em pleno sábado.
Uma matéria dessa tem potencial para destruir anos de trabalhos em educação ambiental junto aos estudantes e comunidades rurais e urbanas.
É lamentável sobre todos os aspectos uma emissora com tanta audiência e respeitabilidade omitir informações básicas sobre um assunto tão delicado e ainda estimular uma prática prevista como crime ambiental sujeito inclusive à prisão e, pior, estimular a prática condenável de se ter animais em extinção como "bichinhos de estimação". Com a agravante de estarmos em plena época de mudanças climáticas e diminuição drástica da biodiversidade do planeta.
Pedimos providências para que a emissora faça uma matéria esclarecendo imediatamente as informações errôneas e prejudiciais ao meio ambiente.
Para assitir a matéria acesse e clique em "reproduzir a mídia":
http://switchboard.real.com/player/email.html?PV=6.0.12&&title=3231314&link=rtsp%3A%2F%2Freal.rbsonline.com.br%2Fvideo%2F3231314.rm
1. Quantas pessoas você conhece que possui ou já possuiu um animal silvestre (o papagaio da vovó, o pássaro preto do vizinho, o canário do amigo, o coleirinho na gaiola da venda, etc);
Se eu retiro do ambiente uma espécie que dispersa a semente de determinada árvore pode ser que esta árvore não mais conseguirá se reproduzir e, se suas folhas servem de alimento para determinado tipo de inseto, dentro de alguns anos este também poderá se extinguir. Este inseto podia ser o principal alimento de determinado pássaro que agora também será afetado pela retirada daquela primeira espécie que não possuía uma relação direta com ele. Estas são as implicações do tráfico na teia ecológica e muitas vezes pode afetar espécies que, a princípio se imaginaria não ter nenhuma relação com a espécie traficada.
Liberdade para quê?









